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Dia das Crianças: Adoção

Hoje é um excelente dia para relembrar uma campanha que divulguei aqui no inovaVOX no dia 12 de julho de 2007, que visa recolher assinaturas para melhorar as lei de adoção no Brasil.

Naquela ocasião, minha assinatura foi a de número 1824. É preciso 14 mil e já estamos em 10.428 (até a conclusão deste post). Restam menos de 4 mil!

Você já assinou a petição online? Vamos fechar este número? Acesse aqui.

O vídeo a seguir faz uma breve explanação sobre a situação das crianças abandonadas e que vivem nos orfanatos a espera de uma família que possa lhes dar amor. Veja:


Link para ver no Youtube: Adoção

Vamos lá pessoal! Nós conseguimos mandar a piauiense Giselle para a casa do BBB. Com nossa ajuda podemos ajudar muitas crianças a ter uma família. Quatro mil assinaturas não é nada.

Mais informações sobre esta campanha: Adoção, adote esta causa

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Cachorro

Eu cresci ao lado de cachorros e, acho interessante o quanto algumas pessoas podem ser tão covardes ao ponto de maltratar os bichinhos… Mesmo até, os “cachorros ferozes” como Pit Bull e cia.

Aqui na casa da minha avó, tinhamos cinco cachorros e infelizmente agora só temos dois. Dois morreram de velhice e, o que eu não me incoformo até agora é, o terceiro que foi “sacrificado”, melhor dizendo: “assassinado”. Pois, ele tinha uma doença na perna e que se reproduzisse, iria gerar diversos filhotinhos doentes. Lembro uma vez, que minha mãe queria bater em mim, e na verdade gritou comigo… Esse cachorro, mesmo atrás da grade, deu um latido do tipo “Não faça isso com ele não”. Esse cachorro sempre me protegeu. Infelizmente, acredito eu, que não tenha guardado nenhuma foto dele… :-( - O nome dele era Pantro.

Um dos outros cachorros que morreu de velhice era uma fêmea (ou cadela, tanto faz), o nome dela era Mag (ou Mague, depende). Vira-lata. A história dela é (a história é para sempre) triste. Numa escola que a minha prima (que virou veterinária) estudava (acho que era no 1º ou 2º ano, ou menos), colocaram para fora (rua) ela. Acho que era um filhote na época. Ela seria mais um daqueles cachorros que são mortos, atropelados, assassinados mas, minha prima e minha tia resolveram trazê-lá para cá. é incrível que um animal pode nós trazer tantas saudades assim, tanto quanto um animal racional (nós, humanos).

E agora temos dois: um Cocker Spain e uma Kate Dog Austria (ou algo assim), Bethoveen e Athina, respectivamente. O primeiro, é brincalhão e já tá velhinho (tem quase a mesma idade da Mag). A segunda, é novinha, acho que tem uns 3 anos. Cão de Pastoreio. A gente joga uma bola para ela, e ela pega antes de cair no chão :-)

O que esse post veio falar, não é só minhas aventuras com cachorros (animais em geral) e, sim, pedir aos encarecidos visitantes que possuam plena consciência, que maltratar animais sejam vivos ou mesmo mortos (vide Rodrigo Braga) é crime e anti-humano. Se você se considera humano (ou mesmo se considera superior a tal), não façam isso e denunciem que faz.

D

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Sério, estou chocado. Um menor de 14 anos, digo 2 anos a menos que eu, confessou o assassinato de 11 pessoas. As vítimas tinham dívidas com traficantes.

Mas, caramba, 14 anos? Aonde o mundo vai parar? Daqui a pouco vão ter meninos de 10 anos virando assassinos profissionais.

Fala sério, agilizem no combate ao tráfico de drogas. E parem de gastar R$48.000,00 reais com a porcaria de um banner que não vale nem R$5.000,00 reais. Veja mais informações no Contraditorium.

Via: G1

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Viva Midas

Eu era pré-adolescente numa época em que o cenário da música mundial era dominado por boy-bands e pelas Spice Girls. E ser pré-adolescente já sabe: gostar ou não de determinada coisa molda seu caráter definitivamente, tanto internamente - até porque a pessoa já é consciente dos seus atos - quanto externamente, influenciado pelos amigos (especialmente por suas chacotas). No meu caso, então, era abominar Five, Backstreet Boys, Westlife e companhia e ser amigo dos “caras” ou gostar das boy-bands e ser chamado de bichinha pelos corredores da escola. Preferi abominar, claro.

Só que sempre fui um visionário, e como tal tive já naquela época a certeza de que o grupo N’Sync se sobressairia perante os outros. Não que eu gostasse dos caras ou das suas músicas (apesar de achar aquele lance da dancinha com as tevês genial), mas era visível que eles eram diferentes. As músicas aparentemente não eram tão bestas quanto a dos concorrentes e as coreografias eram bem mais elaboradas do que a maioria, o que querendo ou não chama mais a atenção da garotada. Além do mais, o N’Sync tinha algo que os meninos da rua de baixo não tinham: Justin Timberlake.

Aliás, revendo o que escrevi até aqui acho melhor retificar um ponto de vista: onde se lê “era visível que eles eram diferentes” substitua por “era visível que Justin Timberlake era diferente”, porque não tenho a mínima idéia do que aconteceu com os outros integrantes do N’Sync depois do seu esfacelamento. Aposto que nem a grande maioria das ex-fãs sabem.

Não dá para usar o velho clichê “tudo o que ele toca vira ouro” com Justin Timberlake, mas só porque eu ainda estou aqui para provar o contrário. é que outro dia o cumprimentei efusivamente no aeroporto de Dubai e continuo escrevendo humildemente em blogs de alcance meramente nacional. Só o que ninguém jamais poderá negar que o cabra é mesmo uma máquina de fazer dinheiro. Até no Super Bowl ele cantou! Quem sabe o quanto de dinheiro que essa bendita final do Futebol Americano movimenta entenderá o que significa Justin Timberlake ter cantado lá. O cara realmente é um fenômeno.

E quero deixar bem claro que não gosto e nem nunca gostei das músicas do N’Sync ou do Justin Timberlake. Não é nenhum preconceito nem nada, apenas não gosto porque não escuto muitas músicas em inglês. Pode até ser que ele seja bom, mas no meu iPod só toca música brasileira e instrumental. Enfim, não é bem esse o caso agora. Só estou aqui para pagar um pau nervoso para Justin Timberlake e chamá-lo de extraordinário. Tenho inveja de você, cara. é isso.

****

Atendendo a pedidos, vou explicar o porquê de ter feito uma ode a Justin Timberlake sem qualquer motivo aparente. é que acabei de ler - e não importa muito onde - que a avó do cara está mexendo seus pauzinho para que o casamento dele saia de uma vez. Com quem? Jéssica Biel. Sim, afortunados leitores, a gracinha da Jéssica Biel. Posso estar um pouco atrasado com essa informação - e Zeus queira que esteja, pois não me orgulharia muito de ser o expert em vida de famosos aqui -, mas que fiquei impressionado, fiquei. Depois de Alissa Milano, Cameron Diaz e Britney Spears (no seu auge, diga-se de passagem), o nosso herói está de caso com Jéssica Biel. Realmente é pra acabar. Só podia ser do Tennessee, o miserável.

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Dançando com as mãos e com a mente

Este é um daqueles vídeos que nos fazem refletir sobre a vida. Veja-o até o final. Ok?

Sinceramente este me fez refletir mesmo, e não somente sobre a minha situação. Posso ir, vir e dançar, em todos os sentidos (literal ou figurado). Mas, alguém que sofre deste mesmo problema, não deveria erguer a cabeça e tentar buscar atividades diferentes que possam substituir outras que já não podem mais ser desempenhadas? Problema sem solução, não é problema. Não sei se esta frase é de meu pai, mas ele sempre me disse isso, e concordo. Esse pequeno filme poderia ter mostrado isso, a superação! E não algo que nos ponha a pensar dando como exemplo a frustração de outros.

Na verdade, precisamos respeitar as pessoas especiais e não ter pena delas. Elas podem mais do que a gente pode imaginar.

E você? O que pensa sobre isso?

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Coerência e caráter

Ontem a seleção brasileira de basquetebol feminino foi convocada pelo técnico Paulo Bassul. Em todo lugar está escrito isso, e sempre com a talvez pertinente advertência de que Iziane está fora da lista. Ora, não entendo nada de basquete além do que se pôde ver em Space Jam, não tenho nem idéia de quem foi chamada no lugar da Iziane (aliás, nem sei quem é essa gaja) e, acima de tudo, nunca tinha nem visto o tal treinador Paulo Bassul até alguns dias atrás. Por que, então, escrever sobre isso? A atitude deste senhor foi que me fez repensar a condição humana na Terra. Ele me levou à conclusão de que a coerência é uma das principais virtudes que um homem pode carregar dentro de si.

A história é mais ou menos assim: essa Iziane ficou nervosinha ao ser substituída numa partida do pré-olímpico de basquete feminino - onde, aliás, não estava jogando nada. Aí, a certa altura do jogo, quando a situação estava periclitante para o Brasil, o técnico a chamou de volta à quadra e ela se recusou a entrar. Disse que “a estrela do time sequer poderia ter saído” e que não iria entrar naquele momento de jeito nenhum. Resultado: foi sutilmente convidada a se retirar da delegação que ainda disputava o pré-olímpico, carregando consigo a promessa de que estaria fora do time caso o país se classificasse. Antes que alguém pergunte, sim, ela era mesmo a estrela do time.

Vi por acaso a entrevista que o técnico Paulo Bassul deu após o anúncio do afastamento da Iziane do time. Ele disse, entre outras coisas, que propõe uma filosofia de trabalho que consiste em manter em quadra somente aquelas atletas que estão jogando bem na hora da partida, não importando se ela é ou não a melhor jogadora que a comissão técnica tem a disposição. Afirmou, também, que Iziane estava fora dos seus planos enquanto estivesse à frente da seleção. Ontem, apesar dos apelos e de ela ser comprovadamente a melhor jogadora de basquete do Brasil na atualidade, manteve a palavra. Um ato de dignidade, diria eu.

Uma pessoa pode ser boa ou má, de esquerda ou de direita, flamenguista ou coxa-branca, punk ou emo, homicida ou estuprador, católico ou evangélico, praieiro ou campestre, ecológico ou poluidor… tanto faz! A graça de se viver em um país democrático e livre é ter a opção de ser e fazer o que bem entender sem precisar dar explicações a ninguém - apesar dos pesares. A manutenção do discurso é que é fundamental para passar credibilidade ao interlocutor. Não adianta dizer que os norte-americanos são uns tresloucados fascistas-imperialistas porque poluem o mundo todo sem oferecer qualquer contrapartida se você joga papel de bala pela janela do ônibus. A coerência é uma das principais virtudes que um homem pode carregar consigo - sobretudo um homem público.

A coerência do discurso pessoal está intimamente ligada ao caráter do indivíduo. Uma pessoa inescrupulosa não vê problema algum em dizer que ama os bichinhos e, se precisar e as condições forem favoráveis, depois sair a caçar patos como os antigos lordes ingleses. São pessoas assim que normalmente se enveredam para a política. Um homem firme de caráter mantém a luta por seus ideais até o fim, mesmo que eles se comprovem errôneos ou infundados. O importante é demonstrar coragem de lutar - pacificamente, por favor - por aquilo que se acredita, nem que seja contra tudo e contra todos.

Nosso técnico da seleção brasileira de futebol masculino deveria andar um pouco com Paulo Bassul. Primeiro ele chega, esmirilha a Argentina num amistoso e fatura a Copa América; depois faz o que tem feito. Você precisa de coerência, Dunga. Coerência.

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Eu nas causas sociais

Bom, como aqui é blog sobre tudo, posso eu falar sobre causas sociais (solidariedade, etc…). Primeiro, tento me empenhar com a famosa ‘educação’ fora de casa. Em alguns lugares daqui de Recife, você simplesmente não encontra lixeiras. O que faz com que muita gente, jogue o lixo no chão. E o que geralmente acontece quando se joga lixo no chão e, chove? Aquelas coisas de esgoto entopem. Gerando assim “enchentes”. Mas, o que me incomoda não são as enchentes e, sim, as doenças. Primeiro, alguém aqui conhece a famosa leptospirose? Pois bem, ela ‘ataca’ mais em locais como esse, onde as pessoas simplesmente tem que “nadar” na rua.

Então, o que seria essa questão de “educação fora de casa”? Bom, primeiro, que tal ao invés de jogar o lixo no chão, guardá-lo em seu bolso? Ou então, se for algo ‘molhado’ tipo um saquinho de picolé, segura esse saquinho até encontrar uma lixeira. Tá no carro? Não joguem coisas pela janela. Além de causar danos ambientais, também pode causar acidentes. Imagine, um côco vindo na sua direção. Pois bem, eu já vi uma mulher jogar um côco no chão, de dentro do carro em movimento.

Mas, não são apenas as questões de educação que me preocupam. E, sim, questões maiores. Como o desmatamento.

Desmatamento por Ludmila Tavares

Foto por Ludmila Tavares

Mas, muita gente não dá muita imporância para árvores. Afinal, elas não são “humanas”. é parece estranho, né? Mas, tudo bem. Lembremos que, a Amazônia não é o pulmão do mundo mas sim, um dos maiores de biodiversidade do mundo. Logo, sua importância não é no oxigênio e, sim na vida animal. O pulmão do mundo, na verdade são os nossos oceanos: as algas marinhas produzem mais oxigênio do que as árvores :-)

Quando era menor, eu tinha um pequeno cacto no meu quarto. Mas, isso é outra coisa. Mesmo sendo membro do GreenPeace, minhas atividades sociais vão mais para outro lado: Social.

Meu apóio à organizações de ajuda à meninos e meninas de rua e, organizações desse tipo, como de moradores de rua em geral, vai além do que o desmatamento. Não acho certo pessoas de classe média baixa, média alta, classe alta, não ligarem para esses pequeninos seres que sofrem mais do que qualquer empresário em falência.

Eu acredito que, o mínimo que vocês possam doar, pelo menos R$5 reais por mês, para qualquer que seja a ONG, ou até mesmo fazer o que eu quero fazer: ajudar pessoalmente. Claro que, as ONG’s ajudam muito porém, sabemos que as crianças de rua mesmo, não são atingidas por essas ONG’s. Aqui em Recife, eu conheço alguns meninos de rua (esses, que meus familiares chamam de marginais). Tá, de uma certa forma eles são delinqüentes juvenis. Mas, o que me revolta não são delinqüentes juvenis pobres e, sim os de classe média. Que tem tudo, e vão traficar, roubar, matar. Isso sim, é que chamamos de contra-evolução. (Contra-Darwin :-D). Tantas crianças precisando de casa, comida, escola e, esses indivíduos possuem isso e, mais um pouco e, não valorizam.

Foto por Daniel Damasceno

Foto por Daniel Damasceno

Mas, claro, nos julgamos seres inteligentes. Que não valorizam o que possuem. Utilizando o inovaVOX e seus 508 assinantes de feed + leitores fiéis que não assinam a minha pergunta é: o que vocês fazem para ajudar as pessoas? Você participa de algum grupo, associação ou ONG?

Pois bem, eu, como prometi no SmileHappy, todo o dinheiro ganho com o AdSense do meu blog, uma parte (superior à 20%) será doado para alguma instituição de caridade. :-)

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Eu nunca vi os papudinhos lá da “UTI da Cachaça”, perto do Mercado Municipal do Crato, estrelando comercial de cerveja. Tem cada figura divertida lá… Mas vemos apenas gente bonita nesses comerciais, não é? Ninguém embriagado, impressionante! Da mesma forma nunca vi um cara com câncer de pulmão fazendo propaganda de cigarro na época que ela ainda era liberada no Brasil… como aquelas do hollywood.

Vai entender estes publicitários… ;)

E a “versão maconha” deste vídeo, você viu? Se liga aí! Como diria Edmilson, “uma parada altamente coisativa ó, barão!”

Vídeo feito para a Marcha da Maconha.

MINHA AVENTURA: Parar de Fumar

Já que falei em cigarro lá em cima, comunico que hoje completo um mês livre do cigarro. Neste período, deixei de fumar mais de 560 cigarros e poupei quase 85 reais (conferir print do quitômetro ao lado tirado as 09h15). Palmas pra mim! Agradeço a todos pela força, tem ajudado bastante.

Comprei uma filmadora em várias parcelas e vou pagar com a grana que venho economizando. Vou começar a pensar em fazer um videocast aqui para o inovaVOX.com.

Veja outros benefícios alcançados desde que parei de fumar:

Clique na imagem para vê-la maior. - Cortesia do site Pare Agora de Fumar.

A luta continua…

Ah! Pelo título você pensou que eu estava a um mês sem fumar maconha, né?

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Minha Aventura: Parar de fumar

poste-cigarro.jpgTenho 30 anos, 1,90m, 110kg e hábitos nada saudáveis. Não bebo álcool, mas fumo feito uma caipora cubana, aliás, fumava. Desde ontem resolvi parar de fumar, de novo, mas desta vez faço diferente, estou divulgando no blog. Ao invés de um juiz, agora tenho você e todos os que visitam este blog, como testemunhas da minha tentativa, que não pode ser frustrada.

Resolvi fumar quando tinha 17 anos de idade, foi realmente uma estupidez sem tamanho, eu tinha idade para saber disso. Eu já fumava uma carteira inteira de cigarro, sempre em uma área reservada aqui de minha casa, procurando preservar a saúde de quem não fuma aqui, porém sempre detonando com a minha.

Eu tinha feito uma promessa, meus amigos pessoais sabem disso, eu iria parar de fumar quando tivesse meu primeiro filho. Camila chegou, passei um mês sem cigarros e voltei. Que coisa feia, heim? Mas é isso, vou tentar novamente, não quero que Camila cresça pensando que o pai dela não gosta de si mesmo e mais que isso, não quero que ela cresça sem pai…

pare-de-fumar.jpg

Bom, encontrei algumas soluções que podem me auxiliar nesta aventura que é parar de fumar. A primeira delas é o apoio total de minha família, sem este apoio eu iria pra cova rapidinho. Segundo foi um adesivo de nicotina que estou usando, chama-se NiQuitin, ele ajuda a diminuir os sintomas da abstenção do fumo, como a frustração, o mau humor (o que mais sofro), ansiedade, irritabilidade, dificuldade de concentração e depressão. Estou em meu segundo dia, e tem sido muito útil. E por último a leitura de alguns sites sobre o assunto. Em um deles, o Pare Agora de Fumar, eu pude fazer uma análise de minha situação como fumante. No site, eu fico sabendo quais são as etapas que terei que cumprir, fiz este teste quase duas horas depois que larguei o cigarro. Confira aí:

parar-de-fumar-01-menor
Clique na imagem para vê-la em tamanho maior

Haja paciência! Daqui a 15 anos voltarei ao normal! Espero.

Outra coisa que fiz foi colocar um widget na barra lateral do inovaVOX.com chamado Quitômetro. Ele faz os cálculos dos dias e horas que estou sem fumar, quantos cigarros deixei que queimar e todo o dinheiro que estou poupando. Faz tudo isso sempre que a página é atualizada. No momento, 11h26 de 08 de abril, esta é a situação atual:

quitometro.jpg

O quitômetro ficará aí ao lado definitivamente. Prometo que se eu tiver uma recaída, irei zerar o contador e começar tudo de novo. Espero não ter que passar por isso.

Bom, pessoal, quem fuma ou já fumou, sabe exatamente a dificuldade que estou passando. Que o diga meu amigo Leonardo Fontes, que está a quase 2 meses longe desta praga. Aliás, o título deste post foi inspirado no post escrito pelo Leonardo, A aventura que é parar de fumar, pois, o fato dele estar conseguindo, acabou me dando um estímulo extra.

E vamos nós! Se você também é fumante, vamos seguir juntos? Que tal? Aceita este desafio? E se você nunca fumou, não imagina do que se livrou, amigo. Parabéns!

Ah! Venho de uma família de fumantes. Por parte de mãe, meu avô morreu de câncer em decorrência do fumo e de 5 tios, 3 ainda são fumantes, mais a minha mãe. Por parte de pai, dos 13 tios que tenho, acho que quase todos fumaram e largaram o vício, mais o meu pai.

[BL]niquitin, livro Pare de Fumar Para Sempre - Martin Raw, O Método Fácil de Parar de Fumar - Allen Carr, Fumar Pra Quê? Dicas e Sugestões Para Vencer o Vício - Andrea Coelho Dumortout De Mendonca[/BL]

Foto do poste: Mazcue
Foto do cinzeiro: Tiago Silva1
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Você vai ao motel para fazer sexo?

motel.jpg

Pergunta imbecil, não é? Parece idiota, mas eu realmente fiquei na dúvida, não quanto a mim, pois vou ao motel pra fazer sexo, apesar de achar que tem lugares melhores para a prática dessa arte milenar… Atrás da moita, por exemplo, no famoso “moitel”, é muito mais divertido, selvagem e obedece ao nosso instinto animal… Na verdade são vários os lugares bacanas. Tem gente que usa a imaginação e faz a paçoca até pilotando moto. Isso é contra as leis da gravidade, da sensatez e até das leis de trânsito nacional, dá uns 200 pontos na carteira e uns 2000 no corpo todo, caso seu carro obedeça ao tremelique nervoso de suas mãos descoordenadas, causado pela emoção do momento, se você não for parar debaixo da terra uns 7 palmos, claro.

Voltando ao título deste post, eu ando muito disperso, você vai ao motel fazer sexo? Bom, a gente vê nos filmes de reliúdi que os caras até dormem no motel porque é mais barato (talvez isso justifique os avisos: “Menores somente acompanhados dos pais”). Eu também já fiz isso, não havia sequer uma pousada de beira de estrada com uma caminha vaga e o jeito foi dormir em um. Mas a cultura do Brasil é: hotel e pousada para dormir e motel pra fazê minino… é, ou não é? Pois!

“Sampson! Tu é muito antigo”, diria um ex-colega de trabalho. Hoje o cara pode ir ao “antro de amor pervertido” comemorar um aniversário, fazer confraternização de fim de ano, aniversário da vovó, da tia, do cachorro, BlogCamp e até mesmo para uma celebração religiosa, porque não? Isso é aceitável. Mas me diga, caro amigo, você vai a este recinto de perdição com sua namorada, esposa, rolo, amancebo ou caso, para cantar a última música do Odair José? Não, verdade? Mas os motéis de Recife estão todos equipados de DVDs com Karaokê, é uma febre nos motéis daqui. O primeiro lança a idéia e os outros saem copiando, achando que é o sucesso! Eu não entendo, ou estou ficando gagá. O cara lá, altas horas, no fogo, no ápice do prazer, e interrompe romanticamente, com aquela voz de radialista da meia noite: “Peraí gata, deixa eu cantar aquela música do Roberto Carlos, Mulher de Quarenta…” - Ninguém merece.

Isso não é NADA! O cúmulo do absurdo eu vi hoje, e foi o que me motivou escrever este post, colocou o karaokê no bolso! Eu ia passando de ônibus, quando vi um outdoor anunciando algo que chega a ser bizarro, aliás, bizarro não, chega a ser o cúmulo da nerdice, além do absurdo que foi dito anteriormente. Sabe aquele momento que ser nerd deixa de ser um orgulho para ser motivo de vergonha? Pois é! O outdoor chega a esse ponto, envergonha a classe! O outdoor dizia: Agora todas as suítes do Fidji Motel estão equipadas com computador! Com internet grátis! - “Sampson, tu tá mentindo!” Não rapá! é verdade! O cara agora pode ir ao motel, e se não estiver com muito tesão, pode ler seus e-mails (menos aqueles spams gringos que dizem “How To Enlarge Penis”, “Viagra for Life”, “Cialis Descount”, ou os spams nacionais “Bomba Baiana, levanta até defunto”, “Amedoins de Itu”, “Cachaça Pau-do-Índio tipo Exportação”, etc… isso pode causar depressão repentina), acessar o Jovem Nerd, ler o inovaVOX.com, ou ainda, se o camarada for blogueiro, pode blogar diretamente do motel e ainda dizer no Twitter: “Galera, tô twittando do motel!!!! Uhulllllll!” - Diga aí se isso não é possível?! Eu já estou vendo! Logo logo vai surgir a comunidade no orkut: Eu já bloguei no motel.

Comentei com minha esposa e ela foi bem enfática: “Se tu me levar pra um lugar desses, eu peço a carta de alforria, na hora!”

E você? O que acha? Eu não me arrisco…

Perguntinha boba e um pouco fora do assunto: Você tem nojo de telefone de motel? Eu não acredito que a camareira lembre de limpar aquele troço. Então, da próxima vez tome cuidado para não engravidar pelo ouvido.

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Hoje recebi um e-mail em resposta a um contato que fiz e ao post “A AIDS e o preconceito na cadeira do dentista“, que publiquei ontem aqui no inovaVOX.com. O e-mail foi escrito por nada mais, nada menos, que a Dra. Elaine Reis Alves, autora do livro “Profissionais de saúde: vivendo e convivendo com HIV/aids” (link para compra no final deste post), ao qual encomendei dois exemplares, e autora do artigo “A discriminação ao paciente portador de HIV/Aids“, publicado no Guia Odonto.

Atenciosa, Dra. Elaine esclareceu algumas dúvidas que eu tinha antes de escrever o artigo de ontem, e me autorizou publicá-lo aqui. Alterei o e-mail da Dra. Elaine somente no que diz respeito aos nomes dos envolvidos, afim de manter o sigilo e a privacidade de todos, inclusive da Dra. AIDS, que assim como no artigo anterior, também não foi informado a Dra Elaine. Ok? Vamos a ele:

Olá Sampson,

Desculpe a demora em responder. Eu vi seu e-mail, sim, mas, como estava fora de São Paulo, deixei para responder com mais calma. Também já vi sua postagem no blog. Bem, vamos lá!

Mesmo sabendo que isso ainda acontece muito, fiquei chocada com o seu relato. Eu ficaria horas conversando com você, mas, infelizmente, pela internet…

Se fosse comigo, eu a processaria sim, e por vários motivos, mas todos por falta de ética profissional.

1. Por ser profissional de saúde, ela tem compromisso e obrigação de manter sigilo sobre seus pacientes, o que foi quebrado, já que ela comentou sobre Dona Vitória com outras pessoas. Jamais ela poderia ter comentado com uma amiga! Isto é imperdoável! - Para mim, essa foi a falta mais grave que ela cometeu, mas é muuuuuuito, muuuuito grave mesmo.

2. Ela tem obrigação de usar equipamento de biossegurança (óculos, máscara, luva, avental, gorro etc.) para todo e qualquer procedimento e para todo e qualquer paciente. Ela também tem obrigação de manter todo seu equipamento esterilizado (inclusive proteção para caneta odontológica, sugador, espelho e tudo mais) e tudo deve ser trocado à cada atendimento. São barreiras de segurança para ela e para os pacientes atendidos, e o problema maior não é aids, mas hepatites e tuberculose entre outros.

3. O paciente, no caso Dona Vitória, não tem nenhuma obrigação de informar que é portador de hiv/aids. Esse é um direito constituído legalmente. Até porque, o dentista não precisa saber disso para se proteger, a proteção é obrigação dele. Informar o dentista pode ser positivo no sentido de que o profissional será mais zeloso emocionalmente e não tecnicamente.

4. Induzir Maria (sobrinha da Dona Vitória) a abandonar o tratamento pode gerar outro processo: por preconceito. Nenhum profissional de saúde pode se negar a atender uma pessoa porque ela tem, ou porque pode ter hiv/aids, ou qualquer outra patologia.

5. Se ela não estava usando equipamento de biossegurança, isso é de responsabilidade dela. Também pode ser processada por não proteger seus pacientes e os colocar em risco, inclusive Dona Vitória que poderia ter sido infectada por outros vírus realmente resistentes.

6. Se ela não se lembra se estava ou não usando óculos, como pode se lembrar que uma gota de sangue entrou em seus olhos? Não faz sentido.

7. Jovem ou não, esta dentista está completamente despreparada, desinformada e desatualizada para exercer a profissão. O Código de ética Odontológica exige informação e atualização científica e, informar-se sobre aids, é mais do que obrigação, uma vez que o assunto não é novo, já tem 27 anos! O comentário sobre a tatuagem é prova da desqualificação dessa profissional.

Nota do inovaVOX.com: Não relatei no post anterior sobre a tatuagem. Dona Vitória tem uma tatuagem e Dra. AIDS comentou sobre ela com uma amiga.

8. Para qualquer profissional de saúde, se for o caso, o que importa é que o paciente é portador do vírus e precisa ser atendido com os cuidados necessários para o seu (do paciente) bem-estar. Como ele se infectou NÃO é DA CONTA DE NINGUéM!

Quanto as suas perguntas: essa dentista NÃO agiu de forma correta, ela agiu e está agindo com completa falta de ética e pode ser processada por isso; Quanto ao não uso da máscara e óculos, ela tem razão sim, em se preocupar. Mas, não porque atendeu Dona Vitória. Ela deve se preocupar porque toda vez que atendeu desprotegida correu riscos de infecção com hepatites e tuberculose, que são muito mais perigosos e mais fáceis de infecção do que o hiv.

Enfim, como pode ver, Dona Vitória tem a faca e o queijo na mão pra colocá-la em maus lençóis. Se não pretende processá-la (sorte dela! porque seria um caso perdido para ela), ao menos, alguém deve ir lá falar com ela e mostrar a indignação de vocês e as atitudes dela, já que ela não tem consciência de sua falta de ética.

Quanto a esse e-mail-resposta, fique à vontade para publicá-lo, mostrar para a dentista e para qualquer pessoa (paciente ou profissional). Ao menos estarão informados. O meu nome também pode ser divulgado, não há porque manter sigilo.

Que bom que comprou o livro, fico envaidecida. Estou à sua disposição para quaisquer esclarecimentos que precisar, mesmo antes, durante e depois de ler o livro. (rs).

Felicidades para Dona Vitória, sua sobrinha Maria e você. Não permitam que as pessoas provoquem sofrimentos em vocês.

Grande abraço e muito prazer em conhecê-lo! Espero que mantenha contato, eu gostaria muito.

Elaine Reis Alves

Dra. Elaine, obrigado pela atenção, sei o quanto uma pessoa como a senhora é cheia de compromissos (basta ler um pouco do seu currículo para saber disso), dedicar parte do seu dia em esclarecer minhas dúvidas e prestar este serviço a todos os que acompanham este blog, prova o quão
é profissional dedicada. Novamente, muito obrigado.

A você leitor do inovaVOX.com, espero que este post lhe tenha sido útil de alguma maneira. O recado que deixo é que devemos fugir deste vírus, sim! sempre! mas não das pessoas que o tem. Procure se informar desta e de outras doenças, para não fazer como a Dra. AIDS, que infectada pelo vírus do preconceito, feriu a golpes de ignorância o sentimento alheio.

—————–
Saiba um pouco mais sobre o assunto, adquira o livro “Profissionais de saúde: vivendo e convivendo com HIV/aids” na Relativa, direto na Editora Santos ou, para que mora em Recife (ou não), na Livraria Nota 10 (nota 1000 em atendimento!!!) através do telefone (81) 3227.2010/3228.2398, falar com o Sr. Rômulo, Sr. Rui ou qualquer um que atender. Se não tiver o livro eles mandam buscar!

Dos dois exemplares que encomendei ao Sr. Rômulo, um irei doar a Dra. AIDS (espero que ela aceite, ao menos isso) e o outro irei ler e presentear Dona Vitória.

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A AIDS e o preconceito na cadeira do dentista

Caro leitor, você já deve ter lido no topo deste blog um aviso que diz: “Eu não sei se este é um blog de humor”. Pois bem, hoje, com este post, você vai perceber porque coloquei esta frase logo no topo, em um lugar de destaque.

Você sabe tudo sobre a AIDS? Estamos no século XXI e muitos ainda não conhecem bem esta patologia que já matou muita gente, mas que hoje deixou de ser uma doença terminal para ser uma doença crônica, graças ao potente coquetel que garante praticamente a cura para quem o toma de maneira rigorosa e disciplinada, garantindo ao paciente uma vida normal e saudável, convivendo com o vírus sem maiores problemas.

Vou relatar uma situação que aconteceu com uma pessoa que conheço e sou amigo, vou omitir os nomes das vítimas e do preconceituoso a fim de preservar suas identidades, as vítimas vou chamar de Dona Vitória e Maria, e o preconceituoso de Dra. AIDS. Até pensei em dizer o nome real da Dra. AIDS, mas como ela ainda é uma jovem dentista, dou esta oportunidade dela saber um pouco mais sobre sua profissão e seus pacientes.

Dona Vitória, 54 anos, dona de casa, tem hábitos saudáveis e é portadora do vírus HIV há uns 7 anos. No começo foi difícil, ela, seus familiares e amigos, pensaram que mais uns 6 meses de vida seria lucro, a morte estava alí ao seu lado, a AIDS a mataria de maneira devastadora. OK! Eram todos desinformados, não conheciam os tratamentos atuais e pouco sabiam sobre a AIDS, assim como a grande maioria da população. Dona Vitória, disciplinada, desde o início seguiu o tratamento a risca, e obteve bastante sucesso, hoje tem mais saúde que eu e você juntos.

Acontece que muitos ainda não conhecem a AIDS, mas é compreensível, a gente não está nem aí para aquilo que não nos toca. Porém, este comportamento surpreende e entristece qualquer um quando vem de um profissional da área de saúde. E foi isso que aconteceu com Dona Vitória.

Semana passada Dona Vitória foi ao dentista. Uma amiga dela indicou Dra. AIDS para atendê-la, disse-lhe que tratava-se de uma profissional de mão cheia, atenciosa e competente. E era verdade! Você já viu dentista ligar pra você após uma consulta pra saber se está tudo bem? Se aquela dor que você sentia passou? Se o remédio fez o efeito esperado? Se você gostou do atendimento? Comportamento raro, não é? Normalmente você vai ao dentista com horário marcado e espera anos luz para ser atendido. Entendemos e respeitamos, eles são profissionais requisitados, mas isso não acontece com Dra. AIDS, talvez seja porque ela é organizada, disciplinada e quer o melhor para seus pacientes. Dona Vitória, foi atendida sem nenhum problema, voltou pra casa e de tão feliz indicou sua sobrinha Maria, também profissional da área de saúde, para se tratar com Dra. AIDS.

Maria marcou a primeira consulta e no horário determinado estava lá, sentada na cadeira da dentista quando fez o seguinte comentário: - Minha tia te adorou! Achou você super atenciosa, competente e está encantada. Foi ótimo, pois nem todos querem atendê-la devido o problema de saúde dela. - Espantada, Dra. AIDS perguntou qual era o problema e naturalmente Maria respondeu: - AIDS, você não sabia?

Ela não sabia! E ficou indignada porque não foi avisada. Ficou com medo de não ter se prevenido da maneira correta. “E OS ÓCULOS? A MÁSCARA???? A LUVAS??? SAIU SANGUE??? AI MEU DEUS EU NÃO ME LEMBRO!!!!!!” Dra. AIDS ficou desesperada, chorou, reclamou-se com Maria: - Você deveria ter me alertado, somos profissionais de saúde, você sabe sabe os riscos! - lamentava Dra. AIDS, chorando, desesperada, muito chateada com Maria.

Maria também chorou, a princípio sentiu-se culpada, comovida pelo desespero da dentista. Dra. AIDS pediu o telefone da médica que acompanha Dona Vitória, estava com medo, não sabia se tinha feito os procedimentos corretos, não lembrava se estava utilizando óculos de proteção, contou que fez exame para saber se foi infectada, mas estava desesperada porque o vírus somente se apresenta nos exames após 6 meses. Passado o susto, Maria disse que para evitar constrangimentos não queria ser mais atendida alí e se despediu.

Dra. AIDS, quem sou eu para lhe ensinar alguma coisa? Deixo, ao final deste texto, dois links para artigos escritos por colegas seus, Cirurgiões Dentistas que vivem no século XXI e que, antenados com o que acontece no mundo, procuraram se informar a respeito do que acontece na vida de seus pacientes. Você perguntou à Maria, como Dona Vitória contraiu o vírus HIV. Esta pergunta prova o quão a senhora é desinformada, mostra o nível do seu preconceito. Infelizmente a AIDS não é apenas uma doença, como você poderá ler em um desses artigos que vou lhe indicar, sua pergunta escancara sua preocupação em saber se Dona Vitória é prostituta, homossexual, pobre e qual o tipo de pessoa com a qual ela se relaciona ou qualquer outra definição que você queira. Saiba que hoje o número de mulheres infectadas pelo HIV é igual ao número de homens e que existem donas de casa com HIV como Dona Vitória, pessoas direitas, com família e vivendo normalmente em sociedade.

O pior vírus é o do preconceito e da ignorância, e você está enferma. Cuide-se para que esta enfermidade não destrua sua carreira. Assim como todos os seus companheiros de profissão, você deve ter “procedimentos padrão” com seus pacientes. A AIDS não avisa onde está! e sabendo do preconceito, o portador do HIV prefere omitir, e ele não está errado. Quem garante que você o atenderia?

Aqui estão dois artigos legais para você se informar um pouco:

Por favor, leia, pois se isso acontecer com outra pessoa, ela pode querer lhe processar… Dona Vitória apenas chorou de tristeza e decepção. Felizmente existe um dia após o outro.

—————-
Nota: Este texto é baseado em um acontecimento real, alguns detalhes foram omitidos afim de tornar o texto mais resumido e a leitura mais clara.

UPDATE:
Continue lendo sobre o assunto:
A AIDS e o preconceito na cadeira do dentista - Parte II

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Calma amigos do Piauí! A declaração expressa no título deste post não é uma afirmação minha, ela foi dita pelo senhor Paulo Zottolo, presidente da Philips.

Em entrevista ao jornal “Valor Econômico”, Zottolo afirmou que, ao apoiar o movimento “Cansei”, desejava remexer no “marasmo cívico” do Brasil, e afirmou: “Não se pode pensar que o país é um Piauí, no sentido de que tanto faz quanto tanto fez. Se o Piauí deixar de existir ninguém vai ficar chateado”, afirmou na entrevista.
(Fonte: Folha Online)

O senhor Zottolo parece que ele não gosta mesmo de lá, tempos atrás ele afirmou que Teresina, capital do Piauí, é que nem cabeça de bacalhau, ou seja, todo mundo sabe que existe mas pouca gente conhece. Parece piada… parece?

Rapaz, o Piauí já sofre com esse tipo de coisa, né não? Esse caso me lembra quando excluíram a terra de Frank Aguiar do mapa, e não foi apenas uma vez, veja:

Jô Soares, apresentador de programa noturno na rede Globo, já fez o Piauí ser motivo de piada nacional quando mostrou em seu programa, um livro didático de ensino fundamental onde o Piauí não fazia parte do mapa do Brasil.

A história se repete num anúncio publicitário veiculado por uma revista distribuída mensalmente aos passageiros de uma das maiores empresas de transportes rodoviários do país. A tiragem mensal da revista supera em mais de um milhão de unidades distribuídas, e chega ser lida por pelo menos três milhões de brasileiros, de Norte a Sul do país.

No anúncio, o Piauí não existe no Brasil, foi aglutinado pelo vizinho Estado do Maranhão. Qual o motivo da exclusão do Piauí no mapa do Brasil? Desconhecimento da existência do Estado no Brasil? Será que somos tão insignificantes que nem merecemos fazer parte do mapa? Quem desenhou o mapa do Brasil publicado na revista, deve ter estudado geografia pelo mesmo livro que o apresentador Jô Soares tanto mencionou em seu programa.
(Fonte: Blog Ribamar Aragão)

Ok! Concordo que muitos não conhecem o Piauí, mas quem pensa que isso é exclusividade deles, se engana. Certa vez, um camarada do interior de São Paulo conversava comigo via msn quando me perguntou onde eu vivia, falei que era em Recife e ele quis saber onde ficava minha cidade. Surpreso, eu disse que era na divisa com a Bolívia, e ele acreditou, até perguntou como era a minha relação com os bolivianos… Então, isso acontece por falta de esclarecimento, interesse em conhecer nossa geografia e cultura… em alguns casos por gostar de fazer uma piadinha. Quando a piada é inocente, eu não vejo motivos para revolta; esse não é o caso do senhor Zottolo, mas é o meu viu! Eu adoro piadas do Piauí, minha avó é de lá, de Picos, terra boa e calorosa! 45º na sombra, ovo cozido sem ir ao fogo, mas também gosto de piadas da Paraíba, Ceará, Pernambuco, enfim, de qualquer lugar que eu tenha morado e que tenho a cultura bem assimilada, sabe? é como fazer uma piada com minha perna manca ou com Fundeca, meu primo, coisa de casa. Porque conheço esses lugares e amo sua gente, cultura e cidades, então faço piadas procurando não ofender, tenho direito adquirido.

Zottolo, deixe a ttolice de lado e aprenda um pouquinho sobre o Piauí, vou dizer só um de cada um:

  • Capital: Teresina, primeira cidade planejada do país. Se não for, eu tô dizendo que é. ;)
  • Turismo: Parque Nacional de Sete Cidades é lugar de encanto.
  • Folclore e lenda: Marias virgens, cuidado com o Cabeça de Cuia.
  • Time de Futebol: River
  • Político: Mão Santa, nem tudo é bom…
  • Cantor: Frank Aguiar (político também - aff)… falei que nem tudo é bom…
  • Escritor: Torquato Neto
  • Doce: de buriti
  • Culinária: Todo bom piauiense come Maria Izabel e adora a raspa do fundo da panela.
  • Humorista: João Cláudio Moreno. Dos bons!! Se liga aí:

  • Praia: em Luis Correia. São apenas 66km de litoral, mas existe!
  • Grupo Empresarial: Armazém Nordeste… aliás, em Picos tem: Armazém Nordeste, Nordeste Boutique, Nordeste Pneu, Nordeste Motel, Nordeste Lanchonete, Nordeste Restaurante, Nordeste Locadora, Nordeste Farmácia, Nordeste Padaria, ou seja, a cidade inteira é do Grupo de empresas do Armazém Nordeste. (acho que exagerei…)
  • Blogueiro: Leonardo Fontes… é, o cara mora em Fortaleza há anos, mas é piauiense. Uia!! Piauí tem blogueiro!!!

Se quiser saber de mais alguma coisa, cata na bola de cristal, esses aí lembrei de cabeça. ;)

VIVA O PIAUÍ! QUE VIVA SEMPRE!!!

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Sou filho de ex-funcionário do Banco do Brasil, papai em busca de fazer carreira no banco fez com que nossa família conhecesse todo o sertão pernambucano, cearense e paraibano. A cada dois anos uma transferência, eu gostei demais de todas as mudanças, porém, uma em especial marcou minha infância. Quando papai foi transferido de Piancó, na Paraíba, para Manicoré, no Amazonas, eu não fiz a menor idéia do que isso significaria para mim. Isso foi no final de 1985, eu tinha apenas 8 anos de idade. Acostumado em ver pouca água no sertão da Paraíba e Pernambuco, fui morar às margens do rio Madeira, bem no meio do Amazonas, em uma cidade distante 390 km da capital Manaus. De barco, levávamos três dias de Manaus para Manicoré, e a volta levávamos 2 dias pois estávamos descendo o rio. Havia a possibilidade de viajar de avião, neste caso em 45 minutos o trajeto era feito, mas, além de caro, dava medo viajar nos aviõezinhos da TABA (Transporte Aéreo da Bacia Amazônica), companhia “carinhosamente” chamada de Transporte Aéreo Bastante Arriscado.

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Minhas brincadeiras favoritas no sertão eram brincar de sinuca, atari e odyssey, carrinho a controle remoto, playmobil e acredite! tomar banho de chuva andando de bicicleta, é! no sertão também chove… nem sempre dá para encher os rios, mas garante a diversão da criançada e a safra do milho… Em Manicoré a coisa era bem diferente, a diversão principal era pescar no rio Madeira escondido de papai e mamãe, pois o rio era cheio de candiru, o “urubu dos rios” adora um buraquinho em seu corpo, ele é carniceiro demais, banho no Madeira era proibido, mas sabe como é criança de 8 anos, odeia chuveiro, mas adora rios e aventuras. Outra diversão era tomar banho no Atininga, um afluente do Madeira, este de águas negras, diferente do primeiro que tem a água barrenta devido a erosão das margens causada pelo desmatamento. No Atininga tinha uma espécie de clube, era um aeroporto flutuante, todo feito em madeira, de aviões que pousam na água, aparentemente abandonado, mas as vezes tinha uns aviõezinhos lá. Íamos com a família e amigos, faziam churrasco de tambaqui e pacu, as vezes tinha uns tracajás na brasa e seus ovinhos com farinha… que maldade… é proibido!!! não sei na época… mas era gostoso. Nós, crianças, não parávamos de tomar banho e comer ingá, cada uma mais carnuda que a outra. Também tinha o balneário Santa Luzia, neste a água também era negra, mas também cristalina pois era raso. Aí a gente brincava com canoa, era uma aventura, a água era geladinha a ponto de gelar uma Ypioca.

Eu tenho muitas histórias pra contar de Manicoré, nem dá pra falar tudo nestas linhas, foram apenas 2 anos vivendo lá, mas pareceram 20! A vida no Amazonas foi intensa, eu não tinha brinquedos hightechs, a diversão era com a natureza, com brinquedos que nós mesmos fazíamos. Na TV, éramos obrigado a assistir a Globo Rio (via parabólica), e nos intervalos a TV Manicoré (risos), SBT não era transmitido (eu nem sabia quem era Silvio Santos). Mas quem ligava pra TV com tanta coisa que a natureza oferecia? Pescaria, roubar manga nos quintais, brincar de baleadeira com bolinhas de barro ou açaí, comer tacacá nas ruas, pescar de voadeira todo sábado e se perder nos afluentes com papai, enfrentar chuvaradas nos rios, tomar banho de chuva todos os dias, sempre as 18h, saborear um guaraná tuchaua, comer pupunha cozida, brincar na beira do rio. Ufa! BOM DEMAIS! Saudade!

Costumo dizer a meus amigos: quer conhecer algo diferente de tudo que você já viu na vida? Quer ter verdadeiros “delírios” visuais sem colocar uma só gota de droga no sangue? Perdeu tudo na vida e não quer morrer de fome? Conheça e viva na Amazônia. Nem carapanã faz você desistir de dormir em uma rede, nem as inúmeras lendas faz você ter medo de lá… Mas estão matando a Amazônia, querem nos tirar a Amazônia… estão querendo comprar!!!?!

O vídeo acima é somente uma ironia? é real? Quer apenas nos alfinetar? Sei que ele abre os olhos de muita gente, mas eu não gostei de ver gringos defendendo nossas riquezas. Deprimente isso! O que nós brasileiros podemos fazer? Será que eu poderei levar a Camila para conhecer Manicoré, sem precisar de visto de turista??? Será que o rio Madeira será navegável? Vai ter floresta pra mostrar pra ela? Boto cor-de-rosa?

Garanto a vocês, tudo que vemos sobre a Amazônia em fotos e vídeos é pouco e não expressa com exatidão o que é tudo aquilo, tem que ser visto de perto para entender. Será que vai dar tempo de você ver?

Vídeo via Relatorium
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Refletindo a tragédia de Congonhas

Frase no msn de um amigo meu:

O Paulo está correto. Não é que a mídia deva dar pouca importância para a tragédia que tirou a vida 190 pessoas, mas não deveria aproveitar o momento para esquecer outros problemas tão graves quanto. A mídia “esquece”, nossos políticos “esquecem” e nós deixamos de lembrar.

O que você acha? Deixe aqui sua opinião.

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