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Dia das Mães

A homenagem do inovaVOX a todas as mães do mundo…

Por Ana Cláudia Matos
(uma mãe que não desiste nunca)

Vamos acabar com essa história de DIA DAS MÃES.
Pra começo de conversa, mãe não tem dia, nem noite, nem folga, nem feriado, nem férias.
Trabalha de graça, 24 horas, todos os 365 dias, durante longos anos e morre sem se aposentar.

Tem sim, anos e anos de preocupação, aflição, angústia e taquicardia…
Tem também dias de alegria e descanso, principalmente quando eles, os anjinhos, estão dormindo ou de férias na casa da avó.
Brincadeira! Ser mãe é muito legal.

Dos segundos de perplexidade diante da descoberta de estar grávida, aos minutos intermináveis entre uma contração e outra, é praticamente um piscar de olhos de 9 meses.
Às vezes menos.

Tempo é algo relativo e abstrato na vida de uma mãe. Exige-se preparo físico e psicológico para
enfrentar a maior maratona da vida.
São dias de espera para ouvir, pela primeira vez, um lindo e sonoro mamã.
São provas de muita resistência com milhares de madrugadas sem dormir.

Começa a partir do primeiro enjôo, o primeiro chute na barriga, as contrações.
Depois do nascimento, nunca são 3 horas entre uma mamada e outra…

…vem a primeira cólica,
a primeira febre,
o primeiro dente que nasce,
a primeira doença infantil…,
até a primeira saída noturna e
as intermináveis esperas e rezas nas madrugadas para que nada de ruim aconteça.

São milhares de NÃO,
explicativos,
informativos,
ditos com brandura,
ternura,
mansidão,
rouquidão,
impaciência,
aos gritos e com eco.

São milhares de SIM …
você tem que estudar,
tem que tomar banho,
tem que comer tudo,
tem que dormir cedo,
tem que ficar de castigo,
tem que ser responsável,
tem que ter limites…
e por aí vai até o sim. tem que trabalhar…

São muitas teorias da educação e pouca prática na execução.
Tem mãe que erra tentando acertar e tem mãe que pensa que está certa, mas só faz errar.

Tem mãe, que utiliza a metodologia educacional de Piaget: começa falando, explicando, pedindo,
implorando… Mas quando esgota o verbo e a paciência, utiliza a técnica do Pinochet: gritando, mandando, xingando, batendo, se descabelando e literalmente perdendo a cabeça, o juízo, o humor…horas e dias em diversas fases que parecem nunca acabar.

Quem pode condenar as mães, por serem tão ansiosas, estressadas, implicantes, mandonas…
A palavra vida está atrelada à elas, sempre por um fio, por um cordão umbilical, de isolamento e proteção.
Filhos exigem das mães 100% de atenção, paciência, tolerância e dedicação.

Quando pequenos, elas são deusas, rainhas, bruxas e fadas encantadas, que com um beijo e um chazinho, curam todas as dores e males.
Quando eles crescem, elas deixam de ser mágicas e viram apenas mães, sem graça, que não sabem nada da vida e que possuem erros visíveis, apontados 24 horas, na forma de educar, de se vestir, de pensar, de falar, de viver e até de envelhecer.

Enquanto as mães, em sua quase totalidade, são doadoras, generosas, cheias de conselhos e de perdão… filhos, em sua maioria, são rebeldes, egoístas, cheios de respostas e ingratidão.

Um dia, algumas mães, acordam e percebem que os filhos cresceram e os deixam caminhar, cair e levantar sozinhos; outras se negam a enxergar e admitir que, além de carinho, orientação e educação, tudo que devem dar aos filhos, são raízes e asas.

Mas finalmente, chega o dia que os filhos acordam e descobrem, alguns precocemente, outros tardiamente… que um dia só é muito pouco pra reconhecer que MÃE, não importa se é loura, negra ou morena; alta, baixa, magra ou gorda; ignorante, culta, rica, pobre, carinhosa ou rude… ela é, e sempre será, o elo mais importante da vida.

Sem MÃE, jamais existiria o verbo SER.

  • Ana Cláudia é uma querida amiga minha aqui de Recife. Ela escreveu este texto em homenagem a sua mãe e enviou a todos os seus amigos. Ana tem dois filhos e sabe bem o que é ser MÃE, por isso um texto tão bacana. Achei que seria uma boa compartilhar com você.
  • Pena que não posso estar com a minha mãe no dia de hoje, ela mora no Ceará, mas, como bem disse Ana Cláudia, dia das mães é todo dia. Daqui uns meses vou revê-la, e ainda hoje vou telefonar para dizer que a amo muito.
  • À Éryka, mãe de Camilinha (minha filha), meus sinceros parabéns. Você não teve apenas nove meses de espera, mas 5 anos. Você é uma mãe muito especial. Quem te vê com Camila sabe bem disso. Te amamos.
  • A mãe e filha que estão na foto deste post, é Éryka e Camila. Minhas mulheres lindas.

Categorised as: Outros


6 Comments

  1. lleoll disse:

    linda a foto!

  2. Parabéns a todas as mães!
    Parabéns a Ana Cláudia pelo texto!
    Parabéns ao Sampson por apresentá-lo aqui!
    Parabéns a Érica pela filhinha tão linda!

    Abraços a todos.

  3. [...] Nesses momentos, penso nas pessoas que amo, nos livros que leio, nos tantos temas que quero abordar neste blog, em Hipnose, Terapia de Vidas Passadas, Experiências de Quase Morte, Amor e Paz. Também me lembro de uma querida amiga, que está lutando de forma exemplar e exuberante com um câncer, sendo amparada com muito carinho por nossos amigos espirituais: a minha querida amiga Érica!  [...]

  4. Repassada sua mensagem para Éryka e Camila. Valeu, amigo.

  5. Sou o fotógrado! =D

  6. Renata disse:

    Vim aqui só na curiosidade de ver como a Camila está hoje em dia. Faz mais ou menos um ano que não a vejo. Felicitações à Éryka (bem atrasado)! Um beijo na pequenina e abraços pra vcs.

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