A AIDS e o preconceito na cadeira do dentista
Caro leitor, você já deve ter lido no topo deste blog um aviso que diz: “Eu não sei se este é um blog de humor”. Pois bem, hoje, com este post, você vai perceber porque coloquei esta frase logo no topo, em um lugar de destaque.
Você sabe tudo sobre a AIDS? Estamos no século XXI e muitos ainda não conhecem bem esta patologia que já matou muita gente, mas que hoje deixou de ser uma doença terminal para ser uma doença crônica, graças ao potente coquetel que garante praticamente a cura para quem o toma de maneira rigorosa e disciplinada, garantindo ao paciente uma vida normal e saudável, convivendo com o vírus sem maiores problemas.
Vou relatar uma situação que aconteceu com uma pessoa que conheço e sou amigo, vou omitir os nomes das vítimas e do preconceituoso a fim de preservar suas identidades, as vítimas vou chamar de Dona Vitória e Maria, e o preconceituoso de Dra. AIDS. Até pensei em dizer o nome real da Dra. AIDS, mas como ela ainda é uma jovem dentista, dou esta oportunidade dela saber um pouco mais sobre sua profissão e seus pacientes.
Dona Vitória, 54 anos, dona de casa, tem hábitos saudáveis e é portadora do vírus HIV há uns 7 anos. No começo foi difícil, ela, seus familiares e amigos, pensaram que mais uns 6 meses de vida seria lucro, a morte estava alí ao seu lado, a AIDS a mataria de maneira devastadora. OK! Eram todos desinformados, não conheciam os tratamentos atuais e pouco sabiam sobre a AIDS, assim como a grande maioria da população. Dona Vitória, disciplinada, desde o início seguiu o tratamento a risca, e obteve bastante sucesso, hoje tem mais saúde que eu e você juntos.
Acontece que muitos ainda não conhecem a AIDS, mas é compreensível, a gente não está nem aí para aquilo que não nos toca. Porém, este comportamento surpreende e entristece qualquer um quando vem de um profissional da área de saúde. E foi isso que aconteceu com Dona Vitória.
Semana passada Dona Vitória foi ao dentista. Uma amiga dela indicou Dra. AIDS para atendê-la, disse-lhe que tratava-se de uma profissional de mão cheia, atenciosa e competente. E era verdade! Você já viu dentista ligar pra você após uma consulta pra saber se está tudo bem? Se aquela dor que você sentia passou? Se o remédio fez o efeito esperado? Se você gostou do atendimento? Comportamento raro, não é? Normalmente você vai ao dentista com horário marcado e espera anos luz para ser atendido. Entendemos e respeitamos, eles são profissionais requisitados, mas isso não acontece com Dra. AIDS, talvez seja porque ela é organizada, disciplinada e quer o melhor para seus pacientes. Dona Vitória, foi atendida sem nenhum problema, voltou pra casa e de tão feliz indicou sua sobrinha Maria, também profissional da área de saúde, para se tratar com Dra. AIDS.
Maria marcou a primeira consulta e no horário determinado estava lá, sentada na cadeira da dentista quando fez o seguinte comentário: – Minha tia te adorou! Achou você super atenciosa, competente e está encantada. Foi ótimo, pois nem todos querem atendê-la devido o problema de saúde dela. – Espantada, Dra. AIDS perguntou qual era o problema e naturalmente Maria respondeu: - AIDS, você não sabia?
Ela não sabia! E ficou indignada porque não foi avisada. Ficou com medo de não ter se prevenido da maneira correta. “E OS ÓCULOS? A MÁSCARA???? A LUVAS??? SAIU SANGUE??? AI MEU DEUS EU NÃO ME LEMBRO!!!!!!” Dra. AIDS ficou desesperada, chorou, reclamou-se com Maria: – Você deveria ter me alertado, somos profissionais de saúde, você sabe sabe os riscos! – lamentava Dra. AIDS, chorando, desesperada, muito chateada com Maria.
Maria também chorou, a princípio sentiu-se culpada, comovida pelo desespero da dentista. Dra. AIDS pediu o telefone da médica que acompanha Dona Vitória, estava com medo, não sabia se tinha feito os procedimentos corretos, não lembrava se estava utilizando óculos de proteção, contou que fez exame para saber se foi infectada, mas estava desesperada porque o vírus somente se apresenta nos exames após 6 meses. Passado o susto, Maria disse que para evitar constrangimentos não queria ser mais atendida alí e se despediu.
Dra. AIDS, quem sou eu para lhe ensinar alguma coisa? Deixo, ao final deste texto, dois links para artigos escritos por colegas seus, Cirurgiões Dentistas que vivem no século XXI e que, antenados com o que acontece no mundo, procuraram se informar a respeito do que acontece na vida de seus pacientes. Você perguntou à Maria, como Dona Vitória contraiu o vírus HIV. Esta pergunta prova o quão a senhora é desinformada, mostra o nível do seu preconceito. Infelizmente a AIDS não é apenas uma doença, como você poderá ler em um desses artigos que vou lhe indicar, sua pergunta escancara sua preocupação em saber se Dona Vitória é prostituta, homossexual, pobre e qual o tipo de pessoa com a qual ela se relaciona ou qualquer outra definição que você queira. Saiba que hoje o número de mulheres infectadas pelo HIV é igual ao número de homens e que existem donas de casa com HIV como Dona Vitória, pessoas direitas, com família e vivendo normalmente em sociedade.
O pior vírus é o do preconceito e da ignorância, e você está enferma. Cuide-se para que esta enfermidade não destrua sua carreira. Assim como todos os seus companheiros de profissão, você deve ter “procedimentos padrão” com seus pacientes. A AIDS não avisa onde está! e sabendo do preconceito, o portador do HIV prefere omitir, e ele não está errado. Quem garante que você o atenderia?
Aqui estão dois artigos legais para você se informar um pouco:
- A discriminação ao paciente portador de HIV/Aids
- Atendimento odontológico ao portador do HIV: medo, preconceito e ética profissional
Por favor, leia, pois se isso acontecer com outra pessoa, ela pode querer lhe processar… Dona Vitória apenas chorou de tristeza e decepção. Felizmente existe um dia após o outro.
—————-
Nota: Este texto é baseado em um acontecimento real, alguns detalhes foram omitidos afim de tornar o texto mais resumido e a leitura mais clara.
UPDATE:
Continue lendo sobre o assunto:
A AIDS e o preconceito na cadeira do dentista – Parte II
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Parabéns pelo post brilhante.
Responder
Não só isso, hoje a AIDS cresce mais em mulheres, cassadas, com relação estável e heterossexuais.
Responder
Fernanda:
Obrigado, espero que faça as pessoas refletirem. Abraços.
Silveira:
Tem razão, muito bem colocado. Neste post não fiz uso de estatísticas, até pensei em colocar um quadro com essas informações que você citou e outro com as formas de transmissão e os tabus, mas a net está cheia de dados como esses, então ficou apenas meu relato. Grande abraço.
Responder
Excelente.
Responder
[...] recebi um e-mail em resposta a um contato que fiz e ao post “A AIDS e o preconceito na cadeira do dentista“, que publiquei ontem aqui no inovaVOX.com. O e-mail foi escrito por nada mais, nada menos, [...]
interressante o topico porem um pouco generalizado.. ao ver o titulo pensei que seria em tds consultórios… e ao ler vi que se tratava de um caso em particular…
o que aconteceu ai pode ter sido o seguinte…
um despreparo emocional da cir. dentista, talvez falta de uma anamnese correta, falta de preparo da dentista, talvez a omição da doença pela sra. referida…
concordo que se nao for perguntado a pessoa nao vai sair falando por ai que tem sida, agora se foi perguntado e nao foi respondido é complicado tb….
porem acima de tudo isso… qdo vc entra, passa e sai da faculdade de odontologia assim como eu fiz… vc é orientado atender td paciente e usar td equipamento de proteção individual, como se tds tivesse alguma doença (sem discriminar) pois ai vc estaria protegido… agora se a fulada dentista não usou, o problema é dela foi orientada a usar, agora aids nao pega no ar… (dentista desepera e burra como varios por ai)
esse foi um paciente que esta dentista atendeu e ela ficou sabendo que tinha sida, e os mtos outros que ela pode ter atendido e nem sabe…
agora dar xilique pq atendeu uma paciente infectada… desculpe mas p mim ela deveria abrir uma loja no shopping em vez de ser dentista….. afinal se vc eh profissional da saude tem de saber que esta sujeito a certas patologias, e por isso tem de se previnir…
isso ai é menininha do papai que virou dentista achando que so ia fazer clareamento em boca limpa e limpeza em boca limpa como varias que se formaram comigo..
para ser dentista vc tem que gostar do que faz e fazer com respeito, carater, vontade e sabedoria…
o que aconteceu foi um desrespeito a sr X ai…
indignação total… por causa de profissionais despreparados assim que a odontologia esta na lama como esta hj… (mto profissional despreparado, e os bons sofrem pela burrice alheia)
sem querer generalizar existem mtos e mtos profissionais bons e bem preparados, porem os que sao uma varzea da odontologia ficam impunes pelo conselho regional que nao faz nada, e acaba degradando os bons profissionais que estuda e investem em equipamentos e atendimento correto…
fica aki a minha indignação com td isso…
Responder
ahhhhh
tem de jogar no ar sim o nome dessa despreparada…
Responder
Cada vez que leio algo relacionado com o preconceito a pacientes portadores do virus HIV fico inconformado. Também sou dentista e tenho vergonha de saber que tenho uma colega que tem um pensamento e atitudes tão preconceituosas.
Infeslizmente em todas as áreas existem os bons e os maus proficionais e mesmo que essa dentista tenha vários titulos, nem deles serviu para coisa alguma.
Para ela faltou o principal, educação, respeito e ética profissional pelo paciente.
Excelentes artigos.
Atenciosamente
Dr. Gustavo Freire
Brasilia
Responder
Bom, o texto mostra que ainda existem pessoas um tanto quanto desinformadas e preconceituosas…eu sou um Cirurgião-Dentista, formado apenas à 3 anos, porém sei que é necessário adotar um protocolo de atendimento que zele pela biossegurança do paciente e do profissional. Com isso, gostaria de dizer que profissionais “antenados” atendem todos os seus pacientes da mesma maneira, evitando a contaminação cruzada (de profissional para o paciente, e vice-versa), através de materiais básicos como luvas, máscara, gorro, avental e óculos de proteção. Realizando estes procedimentos, todos terão a assepsia garantida. Por isso, a Dra. AIDS não deveria se preocupar, caso ela tivesse atuado dentro do protocolo…e tenho certeza que ela o fez, devido aos elogios que foram destinados à ela no início do texto. Acho que isso foi um susto para ela, que não estava preparada psicologicamente para receber esta notícia (a qual deveria ter sido anotada antes de se iniciar os procedimentos, em uma ficha de anmnese sobre a saúde do paciente). Então a Dr.a AIDS teve apenas um susto, pois não imaginava que sua paciente fosse portadora do vírus HIV…então, eu acho que antes de julgar a Dra. AIDS como uma preconceituosa, vocês deveriam se colocar no lugar desta Dentista recém-formada, que não estava preparada psicologicamente para aquela notícia…tudo bem que ela se exaltou quando ficou sabendo, pois ela pode ter “vacilado” em algum momento e ter deixado uma porta aberta para contrair a doença. Independente do preconceito, quem não se assustaria ao saber que existiu uma chance de se contaminar com o HIV ??? E o medo de ter furado uma luva durante o procedimento e não ter realizado os procedimentos iniciais adequados para evitar uma contaminação ???? é lógico que se todos os procedimentos de segurança pessoal do profissional e do paciente fossem realizados criteriosamente, esse risco é praticamente zero. Resumindo, acho que além de tudo está havendo um grande preconceito contra uma jovem Dentista, com pouca experiência, que logo no início de sua carreira teve um grande susto e vocês acabaram transformando-a em um monstro…tenho certeza que se a “Dona Vitória” tivesse avisado que era portadora do vírus, a “Dra. AIDS” jamais iria negar tratá-la, e sim iria redobrar a atenção para evitar qualquer tipo de contaminação…E gostaria de deixar bem claro que não sei quem são essas pessoas, muito menos quem é a Dra. AIDS, mas estou insatisfeito por julgar uma classe inteira de profissionais atualizados e sem preconceito de forma generalista através de um tópico taxativo… pois com um tópico desses, qualquer pessoa que não entra no blog para ler os comentários vai achar que TODOS os dentistas são preconceituosos em relação à pacientes HIV-positivos…e isso é uma mentira…foi apenas um susto da jovem Dentista…vocês é que estão sendo preconceituosos de julgá-la…queria ver se fossem vocês lidando com sangue e secreções de outras pessoas que poderiam contaminá-los…lembrando que é lógico que com procedimentos simples de biossegurança pessoal, esse risco é nulo, e isso deve ser realizado com TODOS os pacientes, independente de serem, ou não, portadores de alguma doença infecto-contagiosa…dêem um tempo pra moça, ela vai refletir sobre esse susto e com certeza vai ser uma ótima lição para que ela tenha um preparo psicológico mais adequado, antes de se desesperar na frente de um paciente HIV-positivo…
Responder
Ricardo:
Obrigado pelo seu comentário. Toda opinião é válida, mas discordo de você em algumas coisas… o tópico pode ter sido generalista sim, mas basta ler o texto e você percebe que a única generalização que fiz foi em relação a falta de pontualidade dos profissionais de saúde que quase nunca atendem aos seus pacientes na hora marcada e ainda assim demonstrei que entendo as razões. No restante do texto não há generalizações. Outra coisa, não estou deixando de dar uma oportunidade a esta jovem dentista, muito pelo contrário, não citei seu nome, nem seu CRO, muito menos Dona Vitória a processou ou pensa processá-la. A oportunidade está dada. Escrevi um texto baseado em um fato que me comoveu e vou presenteá-la com um Livro sobre o assunto. Nem mesmo para a Dra. Elaine, a qual fiz uma consulta sobre o assunto, eu revelei o nome da cirurgiã-dentista em questão. No mais, sinto-me no direito de pelo menos escrever sobre o assunto para que as pessoas (incluindo a CD) possa refletir sobre o que aconteceu.
Grande abraço!!
Gustavo:
Obrigado pela visita e comentário.
Bruno:
Não vejo isso como “burrice”, mas sim um despreparo, falta de informação. A oportunidade de melhorar foi dada, taí o artigo. Preferi não divulgar o nome dela e não irei fazê-lo.
Obrigado por sua visita e por seu comentário.
————-
Recomendo a todos vocês o segundo artigo, que foi escrito a partir do recebimento do e-mail da Dra. Elaine Reis Alves:
A AIDS e o preconceito na cadeira do dentista – Parte II
Responder
Correto…seus argumentos são válidos, mas eu somente me referi ao tópico (ou o título) como generalista…pois quem passa pelo link, mas não lê o texto inteiro PODE achar que os dentistas em geral são preconceituosos (assim como aconteceu com o Bruno Cabral, que inseriu seu comentário)…mas tudo bem, sem problemas, pois na íntegra do texto fica bem claro que se trata de um caso particular. E fiquei muito feliz por você ter tido a sobriedade de não ter divulgado o nome de nenhuma das pessoas envolvidas…sua atitude foi corretíssima e louvável. E com certeza você está no direito de escrever sobre esse assunto, pois infelizmente existem casos ainda piores e mais sérios do que este que você relatou…
Foi um ótimo tópico para que as pessoas pudessem ler, refletir e trocar opiniões sobre o assunto…buscando sempre uma atitude mais humana entre profissionais de saúde e seus pacientes (sejam eles portadores ou não de qualquer patologia infecto-contagiosa). Abraço
Responder
Ricardo, agora ficou mais claro seu comentário :) Não divulguei o nome dela porque Dona Vitória não quis e uma oportunidade merece ser dada. Como bem sabemos, errar é humano. Abraços.
Responder
bom vamos la…
eh mto legal falar que a dentista é inesperiente e errou… mas agora ela errou com algo que feriu os sentimentos… de uma pessoa, não que seja menos grave, quero ver amanha, se ela errar com material de biosegurança, e contaminação cruzada e for a mãe do dentista protetor no consultório dela e pegar hepatite B, pois ja que ela se deseperou tanto pelo atendimento no minimo nao usou nada de proteção…
ai sim gostari de ver nesse tópico ele dizer que ela é inesperiente e nós somos crucificadores… nada qto a ti caro amigo colega, td opnião é valida, mas acho q nos meus miseros 4 anos de profissão já me cansei de ver barbáries e irresponsabilidades na odontologia, e acho q isto está errado, então por isso, td essa minha cólera, talvez até exagerada com a profissional que errou sim e feio… e nao deve ser passado a mão na cabeça…. pensei em N punições, mas a melhor saida foi a dado pelo nosso amigo Sampson Moreira que é dar um livro para ela se informar, assim da próxima vez ela demonstrar-se-á mais preparada…
agora qto a a coitada que é despreparada psicológicamente.. isso p mim tem outro nome… mas blz…
cd um cd um…
Bom se não usar os equipamentos de proteção individual, sabendo que está sujeito a aids, tuberculose, hepatite (que por sinal é bem mais facil de se contrair que aids) ela não pode ser burra… porque é mto burra…
é como se fosse transar sem camisinha nos dias de hoje… é burrice.. desculpe quem não concorda… guardando as devidas proporções da analogia… ou seja… estar sujeito a uma doença sem se previnir…
espero não ter ofendido ninguem.. pois não é esta a intenção…
um abraço
bruno
Responder
repensando tb… foi correto nao divulgar o nome dentista… afinal… de nada adiantaria… e só esporia ela a uma situação desnecessária…
vlww
Responder
Realmente Bruno, você está certo…a paramentação pessoal é de suma importância nos dias de hoje, isso é indiscutível! Materiais estéreis e proteção pessoal para o CD e para seus pacientes são ítens obrigatórios em qualquer consultório…realmente, se a “Dr. AIDS” não se paramentou, com certeza não foi por falta de avisos ou informação, foi negligência mesmo…mas aqui fica uma questão: alguém disse (ou sabe) se ela realmente não se protegeu ? Se ela não utilizou materiais de proteção para ela e para a paciente ? Pelo visto, até agora, não há indícios de que ela tenha ou não seguido os princípios de biossegurança…se ela não o fez, com certeza está fadada à contrair qualquer tipo de doença infecto-contagiosa. Em meu consultório, a biossegurança é indispensável…por isso, minha mãe não se deixaria ser atendida por um profissional quem não usasse os ítens necessários para evitar a infecção cruzada porque ela sabe da importância de se manter uma cadeia séptica no consultório Odontológico. Os pacientes hoje em dia estão muito bem informados e sabem diferenciar um profissional que zela pela saúde tanto de seus pacientes, como de sua equipe e de si mesmo…por isso, caro Bruno, tenha um pouco mais de discernimento antes de julgar alguém sem saber realmente TUDO o que aconteceu…MACACO SENTA NO RABO PRA FALAR DO RABO DOS OUTROS (falo isso por experiência própria).
O texto do nosso amigo Sampson Moreira foi muito interessante, pois nos permitiu discorrer sobre um assunto ainda muito delicado, e exige parcimônia e moderação nos comentários antes de pré-julgar este ou aquele. Mas, no final das contas, um saldo positivo: esse texto nos mostrou que estamos cada vez mais preocupados em não ser preconceituosos com pacientes portadores de qualquer doença infecto-contagiosa, entre elas o portador do HIV e buscar oferecer e receber saúde sem riscos, para ambos os lados (profissional-paciente)…isso é ótimo, pois só assim, conseguiremos um dia a tão almejada igualdade social. E fique tranquilo, pois à mim você não me ofendeu em nenhum momento…é bom discutir com pessoas que possuem opiniões diferentes, pois assim podemos agregar mais conhecimento às nossas vidas. Abraço grande.
Responder
“época triste a nossa… mais fácil quebrar um átomo do que um preconceito…??? Albert Einstein (1879/1955).
Sampson,
Você quebra átomos e preconceitos, não importa se duros os caminhos.
Beijo.
Te amo.
Papai.
Responder
é isso ai ricardo…
bom converssar com pessoas com boa cabeça…
mas é aquilo, não foi dito mesmo, que ela não usou ou usou…
então não querendo julgar mas apenas discutir em cima dos fatos…
“E OS ÓCULOS? A MÁSCARA???? A LUVAS??? SAIU SANGUE??? AI MEU DEUS EU NÃO ME LEMBRO!!!!!!??? Dra. AIDS ficou desesperada, chorou, reclamou-se com Maria: – Você deveria ter me alertado, somos profissionais de saúde, você sabe sabe os riscos!
a partir dai leva-se a pensar que ela não usou correto…
então não é um julgamento e sim discução em cima de fatos…
claro que esse pode ter sido um texto colocado só para ilustrar…
então eu não julguei ninguem… mas li os fatos e expus o que foi passado em minhas aulas e estudos sobre saúde…
ou seja não sentei no meu rabo nem falei do de ninguem…
é apenas uma opnião…
mas agora vcs concordam que se uma pessoa esta equipada com toda proteção sempre… ela jamais pensaria se usou ou não o material?
foi legal essa questão sobre pacientes bem informados….
é meio dificil aparecer os que sabem quais são os equipamentos que deve e não deve usar… sempre bato um papo com pacients e falo oq o consultorio deve ter e oque deve fazer e as vezes eles assustam com o grau de higienização que deve ter e que não sabiam..
as vezes o nivel socio economico tb ajuda nisso e grau de escolaridade… e varia a região tb…
por falar nisso de de qual região vcs são? eu sou de sorocaba – sp
abraço
Responder
Bom, o melhor de tudo isso foi ver que, apesar de algumas opiniões diferentes, todos que aqui deixaram seus comentários foram para lutar contra o preconceito e sempre à favor da proteção de profissionais e pacientes. Que bom seria se todos os profissionais da saúde (médicos, dentistas, enfermeiros, etc…) atuassem seguindo à risca todas as regras de biossegurança, mas infelizmente ainda não é bem assim. Foi bom ver que todos aqui neste forum concordaram que a biossegurança é indispensável ! E graças à Deus, boa parte dos pacientes já está ciente de que o Dentista precisa usar óculos, gorro, máscara, luvas, jaleco, materiais estéreis e os que não puderem ser estéreis, que sejam descartáveis…é bem verdade que um bom nível sócio-econômico ajuda nesse quesito, mas os pacientes que eu atendo de baixa renda percebem a diferença e sempre fazem comparações do tipo “puxa, o meu antigo dentista nunca usava gorro ou óculos” ou senão “que legal, nunca nenhum dentista deu um óculos para EU usar, nem me protegia com um avental(babador)” e isso é valorizado e passado adiante para outras pessoas…
Bom, foi legal participar desse fórum, aprendi muito com vocês e peço desculpas se alguma vez fui indelicado…somente tive a intenção de passar um outro ponto de vista sobre o assunto em questão.
E friso que em nenhum momento disse que a Dra. AIDS agiu corretamente; apenas disse que ela pode ter tomado um grande susto e não teve preparo psicológico para agir com calma e serenidade…e por essa atitude descontrolada, acabou ferindo os sentimentos e os direitos de uma paciente HIV-positivo. Foi errado como ela agiu sim, porém, quis tentar mostrar que às vezes não foi uma atitude preconceituosa por natureza, mas sim descontrolada por falta de preparo e experiência. Mas de qualquer forma, agiu errado sim…isso é inegável.
Sou Cirurgião-Dentista formado pela UNESP-Araçatuba no ano de 2004, e atualmente atuo em Catanduva-SP.
Abraços
Responder
é de arrepiar!!!
Não gosto de receber histórias do tipo por e-mail.. nunca acredito nelas… mas ver o relato feito neste blog me deixa profundamente entristecido. Primeiro como pessoa, segundo como profissional de odontologia. Aqui não está em questão só o saber, o desconhecimento, o despreparo, está em questão também algo que achava ter desaparecido, saído de moda, que é o “preconceito”. Quando saímos da faculdade sentimos um “vácuo” enorme de conhecimento e principalmente de preparo, as pessoas acham que somos “Deus” e que devemos saber tudo, e na realidade não é assim que acontece, a faculdade deixa um enorme espaço na segurança e destreza dessa nossa profissão, a qual é a profissão mais estressante nos EUA e segunda no Brasil, e ainda levando-se em conta que nos EUA é a profissão mais respeitada, ganhando até do corpo de bombeiros. Mas na verdade desse artigo e dessa história poderíamos falar de muitas coisas (falta de conhecimento, ética, preconceito, profissão, medo, etc etc) mas na verdade minhas humildes palavras precisam demonstrar o quão fico triste e envergonhado por episódios assim. Do ponto de vista profissional, sem comentários, acho que o que os colegas falaram e o artigo da doutora da USP mostram o total despreparo da colega, onde afirmo, está na formação básica da profissão os preceitos elementares de cuidados com pacientes PORTADORES DE DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS OU NÃO, os quais devem ser tratados sem distinções alguma, então não é esse vácuo que existe na nossa profissão ou em outra qualquer que está no caso citado. A colega no mínimo infringiu vários preceitos do código de ética profissional, coisa que também todo profissional deve sair para o mercado de trabalho sabendo. O que me deixa mais triste nisso tudo é que o título do artigo é realmente tocante, cheguei a me sentir agredido, mas depois de ler o artigo vejo o quanto estamos verdes e o quanto podemos aprender ainda na vida com casos assim. Chego aqui a comparar o preconceito a um câncer, uma doença terrível que não se manifesta, fica silenciosa, quietinha, não deixa avisos, a pessoa nunca imagina que a tem, e quando aparece os primeiros sinais sai destruindo lares, familias, pessoas, carrega todos, sem dó e piedade. Imagino sim que esse terrível mal tenha acontecido nessa família, doença silenciosa e devastadora, e provavelmente sem cura. Fico aqui com a esperança que toda essa terrível história sirva de algo, como falei nunca acreditei em histórias de e-mail, etc, mas conheço essa e me sinto profundamente envergonhado como Dentista e como ser humano. Então peço, a vocês dentistas e pessoas que possam ler essas mensagens que não permitam que isso aconteça com ninguém, seja amigo, parente, desconhecido, etc. Isso é um mal da sociedade, um Câncer social que vai crescendo, crescendo e quando estoura destrói a paz de muitos lares e a esperança de pessoas especiais viverem sua vida com dignidade e sem marcas que possam machucá-las ainda mais.
AIDS não tem cara, mas pessoas têm coração!!!
NÃO ao preconceito e SALVEM a profissão!!!!
Responder
São fatos como estes que nos envergonham não só como seres humanos, mas principalmente como profissionais de saúde, como também é o meu caso… é realmente muito triste encontrar colegas ainda tão desatualizados com relação ao atendimento de pacientes portadores de doenças infecto-contagiosas! Infelizmente nesse ponto acho que temos que ser radicais, pessoas que lidam com seres humanos e não se sentem preparadas para enfrentar os mais diversos tipos de situações não deveriam enveredar por essa área.. Aconselho que a colega vá prestar concursos para empregos em área burocrática, longe do contato direto com pacientes!!
Abraços
Responder
Impressionante como algumas coisas ainda nos surpreendem , nos envergonha e nos faz perceber a quantidade de profissionais despreparados no quesito humanização.Acontecimentos tristes assim precisam ser relatados para que possamos agir com mais dignidade quando algo desse gênero acontecer no nosso consultório. Todo paciente deve ser tratado como potencialmente infectado e se a Dentista citada tivesse seguido os procedimentos de biossegurança necessarios a saúde da paciente e dela , certamente ela não teria agido com tal infelicidade . Assim percebe-se que seu ato foi no no mínimo criminoso e cruel . Que pessoas assim sejam punidas dentro da lei porque um ato como esse que desrespeita nossa classe e os pacientes que nos confiam suas vidas , exige uma resposta imediata , pois só combatendo ese tipo de comportamento poderemos nos sentir promovendo saúde e tratando pessoas e não meros tecnicos.
Nosso código de ética prrecisa servir para alguma coisa.
Responder
Este fato mostra a realidade que nos cerca todos os dias.O preconceito, infelizmente, ainda existe e cada vez mais pessoas sofrem com isso.é inaceitável profissionais de saúde, os quais deveriam lutar contra o preconceito, alimentar este problema de forma tão cruel e assustadora.Os cuidados com a biossegurança são necessários para todo e qualquer paciente, sem ofender ou machucar ninguém em especial, apenas proporcionar a proteção.
Precisamos nos unir e cada vez mais lutar para que fatos como este não ocorram e que somos responsáveis pelo alívio do sofrimento das pessoas e não a causa.Abraço a todos.
Responder
Baboseira. queria saber se esse caso tivesse acontecido com uns dos que aqui criticam a profissional citada, teriam se comportado se não igual, quase da mesma maneira, se ninguém se importasse com essas doenças então não usariam material de proteçao individual, quem aqui atende até a propria mãe sem eles? é muito facil criticar.
Responder
io88, tudo que eu teria para te dizer, em resposta ao seu comentário, foi dito no post.
Responder
Oi Sampson, de vez emqdoentro aqui para ver como anda a discussão. Parabéns, vc conseguiu informar mta gente.
Tenho um comentário SOBRE o SR. io88: “NÃO DEVE SER LEVADOEM CONSIDERAÇÃO UM COMENTÁRIO VAZIO DE ALGUéM QUE NÃO SE IDENTIFICA. NÃO PERCA SEU TEMPOCOM ESSA PESSOA”
Desculpe Sampson, mas fico realmente indignada com pessoas q se acham no direito de fazer comentários precários e não tem coragem de assinar.
Abraços,
Elaine Alves
Responder
[...] como a adoção de crianças (de 14mil assinaturas necessárias, já vamos em mais de 9mil) e a aids; 4. Criar o Blogurinhas, um dos “bloghits” de maior sucesso na blogosfera brasileira; [...]
Sou estudante do odontologia e tenho um seminário de aids pra apresentar com relação a odontologia e fiquei super indignada com essa Dra AIDS! Acho que deveria ser publicado o nome dessa “profissional” pra ela passar pela humilhação que merece! Em que século ela vive!?
Existem muitos modos de se previnir! Vai ver ela estudou em uma faculdade lixo que não tinha as normas de biossegurança como matéria! Devemos tratar TODOS e sem exeção como se fossem pacientes contaminados para não passarmos por situações diversas! Temos que cuidar da nossa saúde, dos profissionais que trabalham conosco e PRINCIPALMENTE com a saúde do paciente pq graças a eles nós temos o nosso trabalho! Quem tem aids merece respeito como qualquer outra pessoa!
Responder