A AIDS e o preconceito na cadeira do dentista
Caro leitor, você já deve ter lido no topo deste blog um aviso que diz: “Eu não sei se este é um blog de humor”. Pois bem, hoje, com este post, você vai perceber porque coloquei esta frase logo no topo, em um lugar de destaque.
Você sabe tudo sobre a AIDS? Estamos no século XXI e muitos ainda não conhecem bem esta patologia que já matou muita gente, mas que hoje deixou de ser uma doença terminal para ser uma doença crônica, graças ao potente coquetel que garante praticamente a cura para quem o toma de maneira rigorosa e disciplinada, garantindo ao paciente uma vida normal e saudável, convivendo com o vírus sem maiores problemas.
Vou relatar uma situação que aconteceu com uma pessoa que conheço e sou amigo, vou omitir os nomes das vítimas e do preconceituoso a fim de preservar suas identidades, as vítimas vou chamar de Dona Vitória e Maria, e o preconceituoso de Dra. AIDS. Até pensei em dizer o nome real da Dra. AIDS, mas como ela ainda é uma jovem dentista, dou esta oportunidade dela saber um pouco mais sobre sua profissão e seus pacientes.
Dona Vitória, 54 anos, dona de casa, tem hábitos saudáveis e é portadora do vírus HIV há uns 7 anos. No começo foi difícil, ela, seus familiares e amigos, pensaram que mais uns 6 meses de vida seria lucro, a morte estava alí ao seu lado, a AIDS a mataria de maneira devastadora. OK! Eram todos desinformados, não conheciam os tratamentos atuais e pouco sabiam sobre a AIDS, assim como a grande maioria da população. Dona Vitória, disciplinada, desde o início seguiu o tratamento a risca, e obteve bastante sucesso, hoje tem mais saúde que eu e você juntos.
Acontece que muitos ainda não conhecem a AIDS, mas é compreensível, a gente não está nem aí para aquilo que não nos toca. Porém, este comportamento surpreende e entristece qualquer um quando vem de um profissional da área de saúde. E foi isso que aconteceu com Dona Vitória.
Semana passada Dona Vitória foi ao dentista. Uma amiga dela indicou Dra. AIDS para atendê-la, disse-lhe que tratava-se de uma profissional de mão cheia, atenciosa e competente. E era verdade! Você já viu dentista ligar pra você após uma consulta pra saber se está tudo bem? Se aquela dor que você sentia passou? Se o remédio fez o efeito esperado? Se você gostou do atendimento? Comportamento raro, não é? Normalmente você vai ao dentista com horário marcado e espera anos luz para ser atendido. Entendemos e respeitamos, eles são profissionais requisitados, mas isso não acontece com Dra. AIDS, talvez seja porque ela é organizada, disciplinada e quer o melhor para seus pacientes. Dona Vitória, foi atendida sem nenhum problema, voltou pra casa e de tão feliz indicou sua sobrinha Maria, também profissional da área de saúde, para se tratar com Dra. AIDS.
Maria marcou a primeira consulta e no horário determinado estava lá, sentada na cadeira da dentista quando fez o seguinte comentário: - Minha tia te adorou! Achou você super atenciosa, competente e está encantada. Foi ótimo, pois nem todos querem atendê-la devido o problema de saúde dela. - Espantada, Dra. AIDS perguntou qual era o problema e naturalmente Maria respondeu: - AIDS, você não sabia?
Ela não sabia! E ficou indignada porque não foi avisada. Ficou com medo de não ter se prevenido da maneira correta. “E OS ÓCULOS? A MÁSCARA???? A LUVAS??? SAIU SANGUE??? AI MEU DEUS EU NÃO ME LEMBRO!!!!!!” Dra. AIDS ficou desesperada, chorou, reclamou-se com Maria: - Você deveria ter me alertado, somos profissionais de saúde, você sabe sabe os riscos! - lamentava Dra. AIDS, chorando, desesperada, muito chateada com Maria.
Maria também chorou, a princípio sentiu-se culpada, comovida pelo desespero da dentista. Dra. AIDS pediu o telefone da médica que acompanha Dona Vitória, estava com medo, não sabia se tinha feito os procedimentos corretos, não lembrava se estava utilizando óculos de proteção, contou que fez exame para saber se foi infectada, mas estava desesperada porque o vírus somente se apresenta nos exames após 6 meses. Passado o susto, Maria disse que para evitar constrangimentos não queria ser mais atendida alí e se despediu.
Dra. AIDS, quem sou eu para lhe ensinar alguma coisa? Deixo, ao final deste texto, dois links para artigos escritos por colegas seus, Cirurgiões Dentistas que vivem no século XXI e que, antenados com o que acontece no mundo, procuraram se informar a respeito do que acontece na vida de seus pacientes. Você perguntou à Maria, como Dona Vitória contraiu o vírus HIV. Esta pergunta prova o quão a senhora é desinformada, mostra o nível do seu preconceito. Infelizmente a AIDS não é apenas uma doença, como você poderá ler em um desses artigos que vou lhe indicar, sua pergunta escancara sua preocupação em saber se Dona Vitória é prostituta, homossexual, pobre e qual o tipo de pessoa com a qual ela se relaciona ou qualquer outra definição que você queira. Saiba que hoje o número de mulheres infectadas pelo HIV é igual ao número de homens e que existem donas de casa com HIV como Dona Vitória, pessoas direitas, com família e vivendo normalmente em sociedade.
O pior vírus é o do preconceito e da ignorância, e você está enferma. Cuide-se para que esta enfermidade não destrua sua carreira. Assim como todos os seus companheiros de profissão, você deve ter “procedimentos padrão” com seus pacientes. A AIDS não avisa onde está! e sabendo do preconceito, o portador do HIV prefere omitir, e ele não está errado. Quem garante que você o atenderia?
Aqui estão dois artigos legais para você se informar um pouco:
- A discriminação ao paciente portador de HIV/Aids
- Atendimento odontológico ao portador do HIV: medo, preconceito e ética profissional
Por favor, leia, pois se isso acontecer com outra pessoa, ela pode querer lhe processar… Dona Vitória apenas chorou de tristeza e decepção. Felizmente existe um dia após o outro.
—————-
Nota: Este texto é baseado em um acontecimento real, alguns detalhes foram omitidos afim de tornar o texto mais resumido e a leitura mais clara.
UPDATE:
Continue lendo sobre o assunto:
A AIDS e o preconceito na cadeira do dentista - Parte II
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12, Setembro, 2007 às 2:49 pm
Responder
12, Setembro, 2007 às 3:10 pm
Responder
12, Setembro, 2007 às 3:57 pm
Obrigado, espero que faça as pessoas refletirem. Abraços.
Silveira:
Tem razão, muito bem colocado. Neste post não fiz uso de estatísticas, até pensei em colocar um quadro com essas informações que você citou e outro com as formas de transmissão e os tabus, mas a net está cheia de dados como esses, então ficou apenas meu relato. Grande abraço.
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12, Setembro, 2007 às 10:17 pm
Responder
13, Setembro, 2007 às 3:38 pm
14, Setembro, 2007 às 11:34 am
o que aconteceu ai pode ter sido o seguinte…
um despreparo emocional da cir. dentista, talvez falta de uma anamnese correta, falta de preparo da dentista, talvez a omição da doença pela sra. referida…
concordo que se nao for perguntado a pessoa nao vai sair falando por ai que tem sida, agora se foi perguntado e nao foi respondido é complicado tb….
porem acima de tudo isso… qdo vc entra, passa e sai da faculdade de odontologia assim como eu fiz… vc é orientado atender td paciente e usar td equipamento de proteção individual, como se tds tivesse alguma doença (sem discriminar) pois ai vc estaria protegido… agora se a fulada dentista não usou, o problema é dela foi orientada a usar, agora aids nao pega no ar… (dentista desepera e burra como varios por ai)
esse foi um paciente que esta dentista atendeu e ela ficou sabendo que tinha sida, e os mtos outros que ela pode ter atendido e nem sabe…
agora dar xilique pq atendeu uma paciente infectada… desculpe mas p mim ela deveria abrir uma loja no shopping em vez de ser dentista….. afinal se vc eh profissional da saude tem de saber que esta sujeito a certas patologias, e por isso tem de se previnir…
isso ai é menininha do papai que virou dentista achando que so ia fazer clareamento em boca limpa e limpeza em boca limpa como varias que se formaram comigo..
para ser dentista vc tem que gostar do que faz e fazer com respeito, carater, vontade e sabedoria…
o que aconteceu foi um desrespeito a sr X ai…
indignação total… por causa de profissionais despreparados assim que a odontologia esta na lama como esta hj… (mto profissional despreparado, e os bons sofrem pela burrice alheia)
sem querer generalizar existem mtos e mtos profissionais bons e bem preparados, porem os que sao uma varzea da odontologia ficam impunes pelo conselho regional que nao faz nada, e acaba degradando os bons profissionais que estuda e investem em equipamentos e atendimento correto…
fica aki a minha indignação com td isso…
Responder
14, Setembro, 2007 às 11:35 am
tem de jogar no ar sim o nome dessa despreparada…
Responder
14, Setembro, 2007 às 11:36 am
Infeslizmente em todas as áreas existem os bons e os maus proficionais e mesmo que essa dentista tenha vários titulos, nem deles serviu para coisa alguma.
Para ela faltou o principal, educação, respeito e ética profissional pelo paciente.
Excelentes artigos.
Atenciosamente
Dr. Gustavo Freire
Brasilia
Responder
14, Setembro, 2007 às 12:11 pm
Responder
14, Setembro, 2007 às 12:45 pm
Obrigado pelo seu comentário. Toda opinião é válida, mas discordo de você em algumas coisas… o tópico pode ter sido generalista sim, mas basta ler o texto e você percebe que a única generalização que fiz foi em relação a falta de pontualidade dos profissionais de saúde que quase nunca atendem aos seus pacientes na hora marcada e ainda assim demonstrei que entendo as razões. No restante do texto não há generalizações. Outra coisa, não estou deixando de dar uma oportunidade a esta jovem dentista, muito pelo contrário, não citei seu nome, nem seu CRO, muito menos Dona Vitória a processou ou pensa processá-la. A oportunidade está dada. Escrevi um texto baseado em um fato que me comoveu e vou presenteá-la com um Livro sobre o assunto. Nem mesmo para a Dra. Elaine, a qual fiz uma consulta sobre o assunto, eu revelei o nome da cirurgiã-dentista em questão. No mais, sinto-me no direito de pelo menos escrever sobre o assunto para que as pessoas (incluindo a CD) possa refletir sobre o que aconteceu.
Grande abraço!!
Gustavo:
Obrigado pela visita e comentário.
Bruno:
Não vejo isso como “burrice”, mas sim um despreparo, falta de informação. A oportunidade de melhorar foi dada, taí o artigo. Preferi não divulgar o nome dela e não irei fazê-lo.
Obrigado por sua visita e por seu comentário.
————-
Recomendo a todos vocês o segundo artigo, que foi escrito a partir do recebimento do e-mail da Dra. Elaine Reis Alves:
A AIDS e o preconceito na cadeira do dentista - Parte II
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14, Setembro, 2007 às 1:28 pm
Foi um ótimo tópico para que as pessoas pudessem ler, refletir e trocar opiniões sobre o assunto…buscando sempre uma atitude mais humana entre profissionais de saúde e seus pacientes (sejam eles portadores ou não de qualquer patologia infecto-contagiosa). Abraço
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14, Setembro, 2007 às 2:10 pm
Responder
14, Setembro, 2007 às 4:23 pm
eh mto legal falar que a dentista é inesperiente e errou… mas agora ela errou com algo que feriu os sentimentos… de uma pessoa, não que seja menos grave, quero ver amanha, se ela errar com material de biosegurança, e contaminação cruzada e for a mãe do dentista protetor no consultório dela e pegar hepatite B, pois ja que ela se deseperou tanto pelo atendimento no minimo nao usou nada de proteção…
ai sim gostari de ver nesse tópico ele dizer que ela é inesperiente e nós somos crucificadores… nada qto a ti caro amigo colega, td opnião é valida, mas acho q nos meus miseros 4 anos de profissão já me cansei de ver barbáries e irresponsabilidades na odontologia, e acho q isto está errado, então por isso, td essa minha cólera, talvez até exagerada com a profissional que errou sim e feio… e nao deve ser passado a mão na cabeça…. pensei em N punições, mas a melhor saida foi a dado pelo nosso amigo Sampson Moreira que é dar um livro para ela se informar, assim da próxima vez ela demonstrar-se-á mais preparada…
agora qto a a coitada que é despreparada psicológicamente.. isso p mim tem outro nome… mas blz…
cd um cd um…
Bom se não usar os equipamentos de proteção individual, sabendo que está sujeito a aids, tuberculose, hepatite (que por sinal é bem mais facil de se contrair que aids) ela não pode ser burra… porque é mto burra…
é como se fosse transar sem camisinha nos dias de hoje… é burrice.. desculpe quem não concorda… guardando as devidas proporções da analogia… ou seja… estar sujeito a uma doença sem se previnir…
espero não ter ofendido ninguem.. pois não é esta a intenção…
um abraço
bruno
Responder
14, Setembro, 2007 às 4:26 pm
vlww
Responder
14, Setembro, 2007 às 5:54 pm
O texto do nosso amigo Sampson Moreira foi muito interessante, pois nos permitiu discorrer sobre um assunto ainda muito delicado, e exige parcimônia e moderação nos comentários antes de pré-julgar este ou aquele. Mas, no final das contas, um saldo positivo: esse texto nos mostrou que estamos cada vez mais preocupados em não ser preconceituosos com pacientes portadores de qualquer doença infecto-contagiosa, entre elas o portador do HIV e buscar oferecer e receber saúde sem riscos, para ambos os lados (profissional-paciente)…isso é ótimo, pois só assim, conseguiremos um dia a tão almejada igualdade social. E fique tranquilo, pois à mim você não me ofendeu em nenhum momento…é bom discutir com pessoas que possuem opiniões diferentes, pois assim podemos agregar mais conhecimento às nossas vidas. Abraço grande.
Responder
15, Setembro, 2007 às 8:05 am
Sampson,
Você quebra átomos e preconceitos, não importa se duros os caminhos.
Beijo.
Te amo.
Papai.
Responder
15, Setembro, 2007 às 11:17 am
bom converssar com pessoas com boa cabeça…
mas é aquilo, não foi dito mesmo, que ela não usou ou usou…
então não querendo julgar mas apenas discutir em cima dos fatos…
E OS ÓCULOS? A MÁSCARA???? A LUVAS??? SAIU SANGUE??? AI MEU DEUS EU NÃO ME LEMBRO!!!!!!??? Dra. AIDS ficou desesperada, chorou, reclamou-se com Maria: - Você deveria ter me alertado, somos profissionais de saúde, você sabe sabe os riscos!
a partir dai leva-se a pensar que ela não usou correto…
então não é um julgamento e sim discução em cima de fatos…
claro que esse pode ter sido um texto colocado só para ilustrar…
então eu não julguei ninguem… mas li os fatos e expus o que foi passado em minhas aulas e estudos sobre saúde…
ou seja não sentei no meu rabo nem falei do de ninguem…
é apenas uma opnião…
mas agora vcs concordam que se uma pessoa esta equipada com toda proteção sempre… ela jamais pensaria se usou ou não o material?
foi legal essa questão sobre pacientes bem informados….
é meio dificil aparecer os que sabem quais são os equipamentos que deve e não deve usar… sempre bato um papo com pacients e falo oq o consultorio deve ter e oque deve fazer e as vezes eles assustam com o grau de higienização que deve ter e que não sabiam..
as vezes o nivel socio economico tb ajuda nisso e grau de escolaridade… e varia a região tb…
por falar nisso de de qual região vcs são? eu sou de sorocaba - sp
abraço
Responder
16, Setembro, 2007 às 1:04 pm
Bom, foi legal participar desse fórum, aprendi muito com vocês e peço desculpas se alguma vez fui indelicado…somente tive a intenção de passar um outro ponto de vista sobre o assunto em questão.
E friso que em nenhum momento disse que a Dra. AIDS agiu corretamente; apenas disse que ela pode ter tomado um grande susto e não teve preparo psicológico para agir com calma e serenidade…e por essa atitude descontrolada, acabou ferindo os sentimentos e os direitos de uma paciente HIV-positivo. Foi errado como ela agiu sim, porém, quis tentar mostrar que às vezes não foi uma atitude preconceituosa por natureza, mas sim descontrolada por falta de preparo e experiência. Mas de qualquer forma, agiu errado sim…isso é inegável.
Sou Cirurgião-Dentista formado pela UNESP-Araçatuba no ano de 2004, e atualmente atuo em Catanduva-SP.
Abraços
Responder
16, Setembro, 2007 às 11:27 pm
Não gosto de receber histórias do tipo por e-mail.. nunca acredito nelas… mas ver o relato feito neste blog me deixa profundamente entristecido. Primeiro como pessoa, segundo como profissional de odontologia. Aqui não está em questão só o saber, o desconhecimento, o despreparo, está em questão também algo que achava ter desaparecido, saído de moda, que é o “preconceito”. Quando saímos da faculdade sentimos um “vácuo” enorme de conhecimento e principalmente de preparo, as pessoas acham que somos “Deus” e que devemos saber tudo, e na realidade não é assim que acontece, a faculdade deixa um enorme espaço na segurança e destreza dessa nossa profissão, a qual é a profissão mais estressante nos EUA e segunda no Brasil, e ainda levando-se em conta que nos EUA é a profissão mais respeitada, ganhando até do corpo de bombeiros. Mas na verdade desse artigo e dessa história poderíamos falar de muitas coisas (falta de conhecimento, ética, preconceito, profissão, medo, etc etc) mas na verdade minhas humildes palavras precisam demonstrar o quão fico triste e envergonhado por episódios assim. Do ponto de vista profissional, sem comentários, acho que o que os colegas falaram e o artigo da doutora da USP mostram o total despreparo da colega, onde afirmo, está na formação básica da profissão os preceitos elementares de cuidados com pacientes PORTADORES DE DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS OU NÃO, os quais devem ser tratados sem distinções alguma, então não é esse vácuo que existe na nossa profissão ou em outra qualquer que está no caso citado. A colega no mínimo infringiu vários preceitos do código de ética profissional, coisa que também todo profissional deve sair para o mercado de trabalho sabendo. O que me deixa mais triste nisso tudo é que o título do artigo é realmente tocante, cheguei a me sentir agredido, mas depois de ler o artigo vejo o quanto estamos verdes e o quanto podemos aprender ainda na vida com casos assim. Chego aqui a comparar o preconceito a um câncer, uma doença terrível que não se manifesta, fica silenciosa, quietinha, não deixa avisos, a pessoa nunca imagina que a tem, e quando aparece os primeiros sinais sai destruindo lares, familias, pessoas, carrega todos, sem dó e piedade. Imagino sim que esse terrível mal tenha acontecido nessa família, doença silenciosa e devastadora, e provavelmente sem cura. Fico aqui com a esperança que toda essa terrível história sirva de algo, como falei nunca acreditei em histórias de e-mail, etc, mas conheço essa e me sinto profundamente envergonhado como Dentista e como ser humano. Então peço, a vocês dentistas e pessoas que possam ler essas mensagens que não permitam que isso aconteça com ninguém, seja amigo, parente, desconhecido, etc. Isso é um mal da sociedade, um Câncer social que vai crescendo, crescendo e quando estoura destrói a paz de muitos lares e a esperança de pessoas especiais viverem sua vida com dignidade e sem marcas que possam machucá-las ainda mais.
AIDS não tem cara, mas pessoas têm coração!!!
NÃO ao preconceito e SALVEM a profissão!!!!
Responder
17, Setembro, 2007 às 8:59 am
Abraços
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17, Setembro, 2007 às 11:55 am
Nosso código de ética prrecisa servir para alguma coisa.
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18, Setembro, 2007 às 10:50 pm
Precisamos nos unir e cada vez mais lutar para que fatos como este não ocorram e que somos responsáveis pelo alívio do sofrimento das pessoas e não a causa.Abraço a todos.
Responder
25, Setembro, 2007 às 10:56 pm
Responder
27, Setembro, 2007 às 5:27 pm
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5, Outubro, 2007 às 11:00 am
Tenho um comentário SOBRE o SR. io88: “NÃO DEVE SER LEVADOEM CONSIDERAÇÃO UM COMENTÁRIO VAZIO DE ALGUéM QUE NÃO SE IDENTIFICA. NÃO PERCA SEU TEMPOCOM ESSA PESSOA”
Desculpe Sampson, mas fico realmente indignada com pessoas q se acham no direito de fazer comentários precários e não tem coragem de assinar.
Abraços,
Elaine Alves
Responder
4, Março, 2008 às 12:17 am
10, Março, 2008 às 8:43 pm
Existem muitos modos de se previnir! Vai ver ela estudou em uma faculdade lixo que não tinha as normas de biossegurança como matéria! Devemos tratar TODOS e sem exeção como se fossem pacientes contaminados para não passarmos por situações diversas! Temos que cuidar da nossa saúde, dos profissionais que trabalham conosco e PRINCIPALMENTE com a saúde do paciente pq graças a eles nós temos o nosso trabalho! Quem tem aids merece respeito como qualquer outra pessoa!
Responder