Amazônia e os anos mais felizes da minha infância
Sou filho de ex-funcionário do Banco do Brasil, papai em busca de fazer carreira no banco fez com que nossa família conhecesse todo o sertão pernambucano, cearense e paraibano. A cada dois anos uma transferência, eu gostei demais de todas as mudanças, porém, uma em especial marcou minha infância. Quando papai foi transferido de Piancó, na Paraíba, para Manicoré, no Amazonas, eu não fiz a menor idéia do que isso significaria para mim. Isso foi no final de 1985, eu tinha apenas 8 anos de idade.
Acostumado em ver pouca água no sertão da Paraíba e Pernambuco, fui morar às margens do rio Madeira, bem no meio do Amazonas, em uma cidade distante 390 km da capital Manaus. De barco, levávamos três dias de Manaus para Manicoré, e a volta levávamos 2 dias pois estávamos descendo o rio. Havia a possibilidade de viajar de avião, neste caso em 45 minutos o trajeto era feito, mas, além de caro, dava medo viajar nos aviõezinhos da TABA (Transporte Aéreo da Bacia Amazônica), companhia “carinhosamente” chamada de Transporte Aéreo Bastante Arriscado.

Minhas brincadeiras favoritas no sertão eram brincar de sinuca, atari e odyssey, carrinho a controle remoto, playmobil e acredite! tomar banho de chuva andando de bicicleta, é! no sertão também chove… nem sempre dá para encher os rios, mas garante a diversão da criançada e a safra do milho…
Em Manicoré a coisa era bem diferente, a diversão principal era pescar no rio Madeira escondido de papai e mamãe, pois o rio era cheio de candiru, o “urubu dos rios” adora um buraquinho em seu corpo, ele é carniceiro demais, banho no Madeira era proibido, mas sabe como é criança de 8 anos, odeia chuveiro, mas adora rios e aventuras. Outra diversão era tomar banho no Atininga, um afluente do Madeira, este de águas negras, diferente do primeiro que tem a água barrenta devido a erosão das margens causada pelo desmatamento. No Atininga tinha uma espécie de clube, era um aeroporto flutuante, todo feito em madeira, de aviões que pousam na água, aparentemente abandonado, mas as vezes tinha uns aviõezinhos lá. Íamos com a família e amigos, faziam churrasco de tambaqui e pacu, as vezes tinha uns tracajás na brasa e seus ovinhos com farinha… que maldade… é proibido!!! não sei na época… mas era gostoso. Nós, crianças, não parávamos de tomar banho e comer ingá, cada uma mais carnuda que a outra. Também tinha o balneário Santa Luzia, neste a água também era negra, mas também cristalina pois era raso. Aí a gente brincava com canoa, era uma aventura, a água era geladinha a ponto de gelar uma Ypioca.
Eu tenho muitas histórias pra contar de Manicoré, nem dá pra falar tudo nestas linhas, foram apenas 2 anos vivendo lá, mas pareceram 20! A vida no Amazonas foi intensa, eu não tinha brinquedos hightechs, a diversão era com a natureza, com brinquedos que nós mesmos fazíamos. Na TV, éramos obrigado a assistir a Globo Rio (via parabólica), e nos intervalos a TV Manicoré (risos), SBT não era transmitido (eu nem sabia quem era Silvio Santos). Mas quem ligava pra TV com tanta coisa que a natureza oferecia? Pescaria, roubar manga nos quintais, brincar de baleadeira com bolinhas de barro ou açaí, comer tacacá nas ruas, pescar de voadeira todo sábado e se perder nos afluentes com papai, enfrentar chuvaradas nos rios, tomar banho de chuva todos os dias, sempre as 18h, saborear um guaraná tuchaua, comer pupunha cozida, brincar na beira do rio. Ufa! BOM DEMAIS! Saudade!
Costumo dizer a meus amigos: quer conhecer algo diferente de tudo que você já viu na vida? Quer ter verdadeiros “delírios” visuais sem colocar uma só gota de droga no sangue? Perdeu tudo na vida e não quer morrer de fome? Conheça e viva na Amazônia. Nem carapanã faz você desistir de dormir em uma rede, nem as inúmeras lendas faz você ter medo de lá… Mas estão matando a Amazônia, querem nos tirar a Amazônia… estão querendo comprar!!!?!
O vídeo acima é somente uma ironia? é real? Quer apenas nos alfinetar? Sei que ele abre os olhos de muita gente, mas eu não gostei de ver gringos defendendo nossas riquezas. Deprimente isso! O que nós brasileiros podemos fazer? Será que eu poderei levar a Camila para conhecer Manicoré, sem precisar de visto de turista??? Será que o rio Madeira será navegável? Vai ter floresta pra mostrar pra ela? Boto cor-de-rosa?
Garanto a vocês, tudo que vemos sobre a Amazônia em fotos e vídeos é pouco e não expressa com exatidão o que é tudo aquilo, tem que ser visto de perto para entender. Será que vai dar tempo de você ver?
Vídeo via Relatorium
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Tomar banho de chuva andando de bicicleta! Achei que só eu fazia isto!
=)
Já tinha lido o post do Relatorium. A situação é realmente absurda.
Poxa, valeu pelo comentário e por ter aderido ao meme!
^^
Responder
NAYRA respondeu em julho 30th, 2009 5:08 pm:
KKK TAMBÉM SOU DE MANICORE TOMAVA BANHO NA CHUVA DE BICICLETA EM MANICORE O BAMHO DO ATINIGA TABÉM MARCOU A MINHA VIDA AMO DEMAIS AQUELA CIDADE
Responder
Rafael, pois é… eu tambpem andava ;)
Olha, as chuvas do norte do país são incríveis, fortes, muita água, e com hora marcada para acontecer, era muito bom… Abraços!!!
Responder
Muito legal. Lembra um pouco as coisas que eu fazia quando era piá.
Abraço
Responder
A vida envereda por caminhos jamais pensados e muitas vezes tortuosos. Quanto a mim nada lamento nem me arrependo, mesmo daquelas coisas que muitos podem ter visto como “erradas”. Se não fosse meu ímpeto de cearense aventureiro ou nômade, talvez Sampson não tivesse totais condições de defender a Amazônia, como tão bem faz hoje. “Conhecer para defender”. Lembro-me de quando, aos dois anos e meio, meus pais se transferiram da Fazenda Aba da Serra (meu lindo pé-de-serra) para Cedro (CE), acompanhados dos seis filhos de então, que viriam a totalizar treze. Da viagem na corroceria do velho caminhão a maior lembrança é do Céu límpido e Sol causticante. Trago comigo até hoje essa lembrança e muitas vezes respaldado nela afirmei que minha morada é “esta abóbada azulada que fica sobre nossas cabeças”.
Graças a Deus pelos meus 3 filhos e 1 filha, entre eles Sampson, este bom e talentoso filho.
Graças a Deus pela minha nora éryka que atura, com amor, seu marido blogueiro.
Graças a Deus pelos dois que me deram Camilinha, minha primeira netinha.
Graças a Deus por essa aventura inimitável chamada VIVER!!!
Beijos e abraços.
Papai/Vovô.
Responder
Meu Caro, é de emocionar o seu relato, quando comecei a ler não me contive, e não conheço a Amazônia, sou muito ligada as raízes, como todo nordestino que se preze!seu Pai é uma criatura encantadora, imagino que você deva ter herdado muito dele!
Abreijos Para você!
Responder
Marcelo:
Lembranças de infância são sempre boas. é incrível como crianças são iguais e fazem as mesmas coisas em qualquer lugar do mundo, sejam os “piás” daí ou os “pirraias” daqui. Abraços, obrigado pela visita. Ah! O link que você deixou como sendo seu blog não funciona, se você ler este comentário, deixe o link aqui para conhecermos seu blog.
Responder
Papai:
Seu comentário foi meu presente pelo dias dos pais! ;) Eu sabia que você escreveria algo, só esqueceu de deixar aqui no comentário a poesia da Aba da Serra.
Obrigado por tudo, que Deus te abençoe sempre.
Janaína:
Obrigado pelo comentário e visita ao blog. Movido pela emoção, quase sempre puxo por histórias vividas ao escrever alguma coisa. Fiquei profundamente triste quando vi o vídeo. Um sufocante sentimento de perda.
Não sei se chegou aqui por indicação de papai, aparentemente conhece ele, e você razão, ele realmente é encantador sim. Sorte minha e de Camila seria se ele morasse por aqui, mas ele gosta demais do Norte… dá pra entender, o lugar é lindo… Ilha de Marajó! :)
Responder
Sampson eu vi gostei muito dessa viagem + esse video não me deixou muito feliz preservar é bom mais tem que ser todos juntos! bjs Ariadne
Responder
Sampson,
Acabei de chegar do lançamento da I Antologia Literária da região do Arari – Marajó, da qual participo com 10 do total de 215 páginas. Foi um sucesso. Mas o que me faz fazer este comentário é pra te mostrar uma frase do escritor argentino Jorge Luís Borges, usada no prefácio pela Sra. Elizabete Raiol Lopes, Professora de Literatura Brasileira da UFPA-Universidade Federal do Pará, Instituição que apoiou e assim muito valorizou a obra.
A frase:
“Não apenas o escritor, mas todo o homem deve se lembrar de que os fatos da vida são instrumentos, (…) tudo que lhe aconteceu (…) funciona como argila, como material que deve ser aproveitado para sua arte”.
Jorge Luís Borges, Escritor Argentino.
E você como este artista talentoso que tem se revelado disse quase a mesma coisa no comentário 7, acima, quando se dirige à:
Janaína:
Obrigado pelo comentário e visita ao blog. Movido pela emoção, quase sempre puxo por histórias vividas ao escrever alguma coisa. Fiquei profundamente triste quando vi o vídeo. Um sufocante sentimento de perda.
Estou muito feliz com tudo que vem nos acontecendo, mas temos que estar vigilantes na defesa de nossa Amazônia (Aba do Mundo), para que não aconteça a ela o que aconteceu com minha linda Aba da Serra:
Fazenda Aba da Serra
foi bom nascer alí
pouco vivi naquela terra
que muito bonita ví
O Riacho do Machado
Ao seu sopé corria
e na terra muito molhada
grande mata floria
hoje sinto tristeza
e renego a Natureza
pelo seu grande castigo
terra seca e desmatada
no riacho já não tem água
quase acabaram contigo.
Aba da Serra – Várzea Alegre – Ceará – Brasil
Beijos.
Papai.
Responder
Meu querido Sampson! Filho de peixe peixinho é! Você é um escritor de mão cheia e conseguiu, em algumas pinceladas, transmitir a emoção de ter conhecido a terra dos BACURAUS e seus maravilhosos rios!
Parabens Erika e papai (vovô) Tarciso!
Sampson, Adorei o seu blog e vou recomendar para os filhos!
Fabinho está casado e morando no Norte da Italia (Trento), a terra de origem dos nossos avós.
Guilherme em Campinas (Auditor de Segurança de Redes, tem viajado o mundo todo!)
Karina aqui em Piracicaba, casada com Roninho, nos deu o primeiro neto também, o Eduardo. Queira o destino que um dia ele conheça Camilinha… nunca se sabe!
Amigos sempre
Chico Pescador
http://www.chicopescador.com
Responder
Ariadne:
esse vídeo deixa qualquer um triste, não é? Eu também fiquei.
Papai:
Pareceu mesmo né! Essa deve ser uma situação que acontece com todo mundo. Obrigado por colocar a poesia da Aba da Serra. Das suas é minha favorita, por lembrar da infância.
Chico Pescador:
é uma alegria ler um comentário seu neste blog. Talvez você não saiba, mas foi figura importante em minha vida. Tenho claro na memória nossas pescarias no Atininga, no rio Manicoré e no Madeira, sempre conto pros amigos. Você deve se lembrar quando passamos por cima de uma cobra gigante no meio da estrada indo para o Atininga, se não me falha a memória era uma sucuri. Estava morta, você parou o carro e foi ver de perto… eu, frouxo (nem parecia um cearense cabra da peste), fiquei dentro do automóvel. Depois, visto que estava morta, tivemos que passar por cima, parecia um quebra-molas. Lembro também de um peixe que papai pegou (SORTUDO!), não lembro a espécie, mas você, pescador profissional, sentiu uma ponta de ciúmes de ver que papai, pescador de candirus, pegou um bichão raro daqueles. Mas você era o melhor! Bons tempos!!!!
Eu sei que você tem um grande acervo de vídeos daquele lugar, eu acharia sensacional se os disponibilizasse no Youtube. Se precisar de minha ajuda… tô por aqui.
Responder
Oh! PIRAPITINGA graúda… Ufa!
Com todo respeito ao Grande Mestre Chico Pescador.
Responder
Isso mesmo! Era a tal da Pirapitinga!, era bonita, redonda…
Responder
Ufa!!!
Fiquei mui feliz e até chorei após ler essas ” recordações”. Sou de Manicoré e tenho 31 anos e nessa época era amiga de Fábio filho do Sr Chico. Estudávamos juntos, quinta série.
Nossa…parecia q vc tava relatando a minha infância… q vontade de reviver td…
O
Responder
vanildo respondeu em dezembro 24th, 2009 8:38 am:
oi tido bom,eu gostaria de tc com vc pois ja morei em manicore
Responder
maria respondeu em janeiro 17th, 2010 11:49 pm:
oi, somente hj vi sua postagem.Vc mora onde?
Responder
Maria, veja que mundo pequeno este… você estudou com meu irmão Bruno que também estudou com Fábio a quinta série. Eu fico muito feliz que tenha gostado e se emocionado, eu também fiquei, acredite.
Onde você mora atualmente??
Grande abraço!
Responder
Sampson Moreira, registro aqui minha alegria em saber de sua ação carjosa e engajada em favor de nossa Amazônia e, principalmente, do povo que nela vive, digo, nós. Sou marajoara de Soure e por aqui tive a satisfação de firmar amizade c/ o poeta Tarciso, seu pai. Dessa amizade vieram boas conversas nos bares da vida e nas páginas da I ANTOLOGIA LITERÁRIA DAS REGIÃO DO ARARI-MARAJÓ.Livro publicado em 11/08/2007, em forma de coletânea de textos literários no qual Tarciso Coelho partcipa.
Com um abraço do tamanho do Marajó a vc e a todos os visitantes deste espaço virtual.
Responder
Marcio, fiquei muito feliz com seu comentário. O texto acima é pouquinho diante da grandeza daquilo tudo, você sabe bem.
Tenho muita vontade de conhecer Soure, papai me conta maravilhas daí. Ainda irei. Quanto ao livro vou receber um exemplar pelos correios, Tarcisão já enviou. ;)
Grande abraço! Obrigado pela visita.
Responder
Sampson, Bom Dia!
Que alegria ler teu relato sobre tua infância…também sou de Manicoré e fazem exatos 26 anos q sai de lá e em 1985 eu já estava morando no RS. Mas jamais esqueci minha cidade natal e as brincadeiras de infancia, como vc eu também estudei no Educandário, e recdordo com muito carinho dos anos vividos lá,do dia 7 de Setembro… tomei muito banho de chuva andando de bicicleta e q sempre tinha um destino certo; as “cachoeiras” q se formavam nas calhas do teto da igreja Matriz…ir ao Atininga de bicicleta com os amigos era fantástico, levantar de madrugada pra fazer educaçao fisica na quadra do Educandário nunca foi sacrificio, pois além de encontrar os amigos, passávamos antes pelos quintais alheios para “roubar” mangas fresquinhas, embora no nosso também tivesse rsrsrsrsr.
Sempre que pude voltei lá… Mas minha viagem inesquecível à Manicoré aconteceu este ano Janeiro/Fevereiro. Pois através do Orkut pude localizar amigos q nao tinha contato desde de sai de lá, e passamos a recordar nossa infancia, entao isso me fez saudosa e qndo retornei, e do barco avistei as primeiras luzes da Princesinha do Madeira, confesso q chorei…chorei de emoçao, de alegria … e lá visitei tds os lugares q me eram caros e também chorei de tristeza por ver q as pessoas nao valorizam esse pedaço de paraíso como ele merece ser valorizado, jogam td oq é tipo de lixo nos rios, na beira do Barranco…etc.
Tenho mtas fotos…até da “rua da cachaça” hahahaha
Hoje vivo no Chile, mas recordar minha infancia em Manicoré realmente é falar de td isso q vc mencionou…é sacar da memória com carinho; sabores, cores, sons, lugares, pessoas, rostos, brincadeiras e aventuras ditas “proíbidas” e acredito q o fato de termos vivido td isso, hj nos possibilita reafiar aqui, que realmente VIVEMOS com mta intensidade nossa infancia e de um modo muito SAUDÁVEL e INESQUECÍVEL!!!!
Obrigado por fazer com q eu aqui, rodeada por essas lindas cordilheiras, branquinhas de neve, me sinta tao feliz por saber q mais além delas existe um lindo e abençoado lugar chamado: MANICORé!!!
Tenha um lindo dia e td de melhor para vc e sua familia!
Bjus!
Eusária Ferronatto
Responder
Eusária! quer me matar de emoção? Seu relato é sensacional! Vivemos as mesmas coisas! EXATAMENTE AS MESMAS como você colocou… que saudade não é? Eu espero sinceramente poder voltar àquela terra, seria uma alegria encontra-lá tão linda quanto era antes. Você pode não acreditar, mas sinto o cheiro daquele lugar… a lembrança é forte como se 1986 fosse ontem.
Beijos e eu ficaria muito feliz se você pudesse compartilhar essas fotos de Manicoré comigo.
Anota meu e-mail:
inovavox.com(arroba)gmail(ponto)com
Responder
Eu senti o mesmo q vc….o cheiro do tambaqui assando na “brasa” a farinha…ahhh…e pacú assado??? Lembra do barulho q fazia qndo a gordura pingava na brasa? E o cheiro??? As mangas, tantas variedades (nunca mais comi mangas tao deliciosas como aquelas)…hummm… o tacacá lá de perto da matriz, uma mesinha com uma toalha bem branqinha….o croquete de macacheira…o molho de pimenta….ahh, lembra da merenda do Educandário??? Naquele tempo td era tao delicioso. éramos simples…tinhamos apenas o necessario…mas mto…mto felizes, hj sei mto bem disso!!
Ainda neste findi te enviarei as fotos.
P.S.: Vc conheceu o Matupiri??
Bjs
Responder
Eusária, o tacaca era exatamente como você falou!!! e a merenda do Educandário, macarrão furadinho recheado com carne moída. A gente merendava e tomava picolé de saquinho (din din) no portão da escola.
Se conheço, não lembro do Matupiri, quem deve saber é meu pai… certeza que logo logo ele comenta algo aqui.
Desde já agradeço pelas fotos! Vou me divertir vendo.
valeu!!!
Responder
Sampson e Eusária,
Matupiri só lembro o peixe que é o mesmo lambari. Mas se for uma pessoa, talvez folclórica, devo ter conhecido. Embora os “caquinhos de juízo” já estejam me traíndo, quem sabe com uma refrescada eu possa me recordar.
Beijos,
Papai, para Sampson,
Tarciso, para Eusária.
Responder
Boa Noite Tarciso e Sampson!
Hahahaha.. na verdade o Matupiri é um lago mto lindo onde o pessoal do Birú (e outros de Manicoré)tem casa, plantaçao e criaçao de gado (acho),
E lá tem os melhores peixes q eu conheço…Pirapitanga, Tucunaré, Pacú, Tambaqui, filhote, Pirarucú entre outos. Nao importa q ainda nao o conheçam, o q importa mesmo é q Manicoré continua sendo uma fonte inesgotável de lugares maravilhosos para se conhecer. Portanto, se um dia voltarem lá, conheçam o Matupiri, tenho certeza q ficarao encantados!
Sampson, espero q tenhas recebido as fotos e vou postar uma agora pra vc q tenho certeza assim q a ver vc se lembrará do lugar ok?
Tenham uma ótima noite!
Bjs
Responder
Eusária, olha que interessante, eu não conhecia o Matupiri! Há sempre o que se conhecer naquele lugar, você tem toda razão.
Recebi suas fotos e são sensacionais. Manicoré está muito diferente de quando conheci. Via e-mail te passo as minhas observações sobre elas, não fiz ainda devido a um corre corre que passei nos últimos dias. Muito obrigado pela consideração!
Responder
Nao tem de quê Sampson!!
Eu é q agradeço pela oportunidade de relembrar coisas tao simples e tao importantes de uma das épocas mais felizes de minha vida: Minha infância e adolescência…Mto obrigado mesmo!
E se precisar de algo q eu possa te ajudar, de Manicoré, do RS ou aqui do Chile é so falar ok?
Abraço!!
Responder
[...] As vezes nos deparamos com coisas absurdas na internet, grande parte das vezes estas coisas absurdas são mentiras, boatos, ou mesmo uma lorota para ganhar audiência, mas algumas vezes estas coisas absurdas, são absurdamente VERDADEIRAS ou pelo menos tem algum fundo de verdade. Hoje pela manhã naveblogando, achei o seguinte texto no blog relatorium, e sendo comentado tambem no inovavox: [...]
Sampson.
Conheci voce quando tinha 8 anos em Manicoré (AM). Fiquei muito feliz de poder ler os seus contos e relembrar a nossa passagem por aquela terra tão magnifica.
Um forte abraço a voce e familiares.
Responder
Saulo,
Que bacana saber que você me conheceu e lembrou de mim. Manda teu msn, orkut, ou qualquer outro contato pra que a gente possa bater um papo. Ok?
Grande abraço!
Responder
tu e o alfredo sampson que estudou no educandario com a professora maria do carmo e teresinha barros? se for voce, aqui e o fredson reis, que sempre brincava contigo na tua casa do banco do brasil, estudamos juntos la iamos para a aabb e andar de bicicleta e voce sempre falava do crato eu ja morei em quixada, quixeramobim, fortaleza e outras cidade do nordeste so não fui no crato por falta de tempo
Responder
sampsom ainda tem o tacaca no mesmo local de quando tu moarava aqui,entra em contato pelo meu msn bandit-19@hotmail.com.br, sabado dia 24.11. houve uma festa no matupiry e foi muito boa alis todos anos tem festa de interior por la.
Responder
ah, rapaz eu vi tu foto pensava que era o olula na adolescencia a tua mae era uma que as vezes usava um turbante azul (parece) e tu tinha um irmao meio cdf o beto cara quando tu quiser aparecer entra em comtato comigo e quem sabe tomar uma ypioca la no atinhinga
Responder
Sampson adorei o seu relato. Eu sou de Manicoré, adoro aquela cidade e fico muito orgulhoso qdo pessoas que não são de lá como vc fazem um comentário desses. é de tirar o fôlego. Hoje moro em Manaus e há exatos 15 anos não vou lá. Tenho planos para este ano ir lá. Em 85 eu já morava em Manaus. Mas a sua história relembou muito a minha infância. Eu também vivi os anos mais felizes da minha vida naquele paraíso. Sabe onde eu morei. Naquela casa que tem (ou tinha)bem ao lado do Banco do Brasil, (era o mesmo muro)de frente para a praça, acho que vc deve lembrar desta casa. Naquela época eu tinha dois amigos que eram filhos do gerente do banco. Acho que foi muito antes de vc. Eu também tenho muitas histórias daquela cidade.
Abraços.
Jander
Responder
Fredson:
Eu sou o Alfredo Sampson, sim. Bacana que você lembre de mim! Vou te adicionar no msn pra gente bater um papo! Um grande abraço, se cuida.
Jander:
Lembro da casa, sim. Rapaz! 15 anos sem ir por lá!! Faz isso não… você não está tão longe. Difícil é pra mim que estou no nordeste. Complicado.
Maricoré é sensacional mesmo. Acho que todos que um dia passaram por lá, guardaram boas lembranças. Grande abraço, apareça sempre por aqui.
Responder
[...] Morei no Amazonas durante dois anos, na cidade de Manicoré. Lá, o hit era beber Tuchaua. Para mim, o melhor guaraná que já tomei até hoje. O Guaraná da Amazônia é diferente do que você conhece, ele tem o sabor mais concentrado e mais puxado para o pó do guaraná. Eu gostava tanto do danado, que quando fui embora do Amazonas e cheguei no interior de Pernambuco, perguntei ao cara da bodega: “Tem Tuchaua?” Claro que não tinha, mas uma criança de 11 anos não tem obrigação de saber disso. [...]
Olha só… na minha rua só tinha eu, minha irmã e mais uma moça (que chamo de irmão tb) de menina o resto era tudo menino… então essas bricadeiras eu vivi kakakaka eu adorava banho de chuva… hoje temos que fazer a dança da chuva para que caia e quando cai temos que pedir que pare pq ela começou a destruir tudo….
Até agora não me explicaram porque queriam colocar um segundo a mais no minuto…
Ninguém sabe dizer em que estação estamos…
O El Niño ficou gay e virou Niña…
Tsunami as pessoas pedem de cerveja…
Sinceramente…puxa a campainha… para o Mundo que eu quero descer!!!! De preferência em 1976, Obrigada!!!
Responder
Boa tarde!
Estava navegando no google em busca de informações da cidade Manicoré e achei seu post!
Adorei ler sobre sua infância e ainda não tinha visto esse vídeo ridículo americano q diz no final “A Amazônia não pertence a nenhum país, ela pertence ao mundo”! Q coisa patética, a Amazônia q eu saiba ainda pertence ao Brasil! O fato de ainda haver destruições em nossa mata, não significa q agora ela não é + nossa! Penso q hj há uma maior conscientização de q há essa exploração, mas q se continuar não vai se chegar a lugar algum, não é mesmo?! ;)
Beijinhos a todos! ;***
Responder
fico feliz por saber que pessoas como você tenha tido o prazer de morar em manicore.E ainda se lembra de coisas simples que marcam nossas infâncias.Digo nossas por que também já vivi e sentir o prazer que é morar em manicore!!!
Responder
creio que você,assim como eu, lembra do EDUCANDÁRIO NOSSA SENHORA DA GRAÇAS,das irmãs salesianas
Responder
Sampson Moreira respondeu em julho 16th, 2008 2:30 pm:
Sim, Paulo, estudei lá! =D
Responder
Ola!!! pow meu sou manicoréense tambem e adorei seu comentário,sobre nosso municipio,não vivo la mais muinha infancia toda passei la em manicoré,e fico muito trizte tambem em saber que nossas belezas naturais estao ameassadas de nosso filhos nao chegem a ver mais a belza que era antes e antes de nossos pais….abração praq vc….meu email:ramos_belem@hotmail.com
Responder
caro amigo, nao o conheço, mas ja o considero. sai de vila velha no ESPIRITO SANTO, fui morar em santo antonio do matupi km 180 transamazonica fui professor no interior e tinha que receber em manicore voltei para o es, mas ate hoje sinto saudades de manicore,do atininga,de tudo que postastes e novamente me bateu um aperto enorme no coraçao sera que um dia meus filhos poderao contemplar as belezas que vimos um dia,como uma simples e barulhenta revoada de papagaios
Responder